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Sinal misterioso captado na Rússia é, possivelmente, “terrestre”

Análise do sinal que intrigou cientistas russos revela que ele não foi enviado por vida extraterrestre e tem provável “origem terrestre”

Por Da redação 31 ago 2016, 20h37

Cientistas responsáveis pela análise dos “potentes” e “misteriosos” sinais recebidos por um radiotelescópio russo afirmaram nesta quarta-feira que eles são, “provavelmente, de origem terrestre”– ou seja, não foram emitidos por vida extraterrestre, como inicialmente se acreditava.

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Os sinais que intrigaram os cientistas foram captados em 15 de maio de 2015 pelo Ratan 600, um radiotelescópio localizado na República de Carachai-Circássia, perto da fronteira russa com a Geórgia. Eles pareciam vir de HD 164595, uma estrela semelhante ao Sol na constelação de Hércules, a 95 anos-luz da Terra (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros).

Assim que a equipe de astrônomos responsável pelo telescópio, que vasculha o céu em busca de sinais extraterrestres, começou a analisar o estranho sinal, decidiu entrar em contato com cientistas de Moscou, membros do projeto Seti (Search for Extraterrestrial Intelligence ), uma comunidade internacional que monitora a existência de sinais que possam revelar vida fora da Terra.

“Análises e processamentos posteriores do sinal revelaram sua provável origem terrestre”, afirmou Yulia Sotnikova, da Academia Russa de Ciências, em comunicado. “Pode-se dizer com segurança que nenhum sinal foi ainda detectado.”

O radiotelescópio russo é um instrumento poderoso, capaz de captar mesmo os sinais mais fracos de grandes áreas do céu.  “Observações assim, no Ratan 600, são possíveis devido à grande área que vasculha, de milhares de metros quadrados, e essa alta sensibilidade do telescópio nos permite procurar por sinais extremamente fracos no universo”, afirmou Sotnikova. Sinais assim são valiosos para os astrônomos – e indetectáveis por outros meios.

Sinais de vida extraterrestre

A detecção infrutífera é semelhante ao sinal “Wow”, captado em agosto de 1977 por um radiotelescópio americano, ou, mais recentemente, à observação da KIC 8462852, em volta da qual os astrônomos acreditavam ter detectado a construção de “megaestruturas” feitas por uma civilização avançada. No fim do ano passado, cientistas afirmaram que um “enxame de cometas” poderia ser a explicação para o brilho misterioso da estrela.

 

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