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Ser rico acrescenta até nove anos à expectativa de vida

Pesquisa revelou a importância do dinheiro para dar ao idoso uma vida segura e, portanto, mais longa

Por Sabrina Brito - Atualizado em 15 jan 2020, 18h31 - Publicado em 15 jan 2020, 18h28

De acordo com um estudo publicado nesta terça-feira, 14, no periódico científico Journal of Gerontology, ser rico adiciona nove anos à expectativa de vida de uma pessoa. A pesquisa durou dez anos e foi realizada no Reino Unido e nos Estados Unidos. Os líderes do trabalho são da inglesa University College London.

Ao longo da década investigada, foram coletados dados de quase 25 mil adultos de 50 anos ou mais. A intenção inicial dos cientistas era verificar por quanto tempo os indivíduos viveriam sem qualquer tipo de deficiência trazida pela idade e em qual medida fatores socioeconômicos poderiam influenciar na saúde.

Os participantes foram divididos em grupos de acordo com a renda mensal. Após a divisão, os pesquisadores passaram a comparar os indicadores de saúde dos grupos mais ricos com os dos mais pobres.

Segundo o estudo, os homens mais ricos dos Estados Unidos e do Reino Unido vivem até aproximadamente os 81 anos, enquanto suas contrapartes menos endinheiradas vão até algo como 72 ou 73. Quanto às mulheres, as mais abastadas chegam aos 83 anos, mas as menos favorecidas morrem, em média, antes dos 75.

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A principal conclusão do artigo, de acordo com os pesquisadores responsáveis, foi a de que a longevidade dos mais velhos depende muito da qualidade de vida. Assim, por possuírem mais meios de tornar o dia a dia confortável e seguro, os afortunados tendem a viver muito mais do que a parcela mais pobre da população.

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