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Satélite chileno é lançado com sucesso desde a Guiana Francesa

Santiago do Chile, 16 dez (EFE).- O satélite Fasat-Charlie, com o qual o Chile quer ingressar de forma definitiva na corrida espacial, foi lançado nesta sexta-feira desde uma base na Guiana Francesa a bordo do foguete Soyuz ST, que leva outros cinco satélites franceses.

O presidente chileno, Sebastián Piñera, e o ministro da Defesa, Andrés Allamand, supervisionaram a decolagem do foguete desde o Centro de Controle de Satélites, situado na base aérea El Bosque, em Santiago.

O lançamento aconteceu a partir do Centro de Controle Júpiter, na cidade de Kourou, na Guiana Francesa, onde o ministro da Defesa chileno esteve na sexta-feira passada para conhecer pessoalmente os detalhes da operação.

O foguete partiu às 0h04 (de Brasília), e o satélite chileno deve se soltar dele às 3h29.

O terceiro momento-chave deste lançamento está previsto para acontecer às 5h34, quando o satélite deverá estabelecer seu primeiro contato com a Terra através de uma antena que está situada na localidade sueca de Kiruna, próxima ao Polo Norte.

Calcula-se que às 9h18 manterá um segundo contato, desta vez com o Chile, através do Centro de Controle de Satélites, construído para isso e desde onde o dispositivo será operado.

O satélite, que terá vida útil de cinco anos, irá gerar imagens que serão utilizadas em trabalhos como inteligência e monitoração de fronteiras, e também em aplicações civis, como planejamento agrícola e urbano, controle de desastres e proteção do meio ambiente.

Após um mês e meio de testes, as primeiras imagens podem estar disponíveis dentro de dois meses, segundo disse nesta sexta-feira o comandante da Força Aérea do Chile (FACh), Cristián Estuardo.

O projeto teve um custo total de US$ 72 milhões, incluindo a construção do centro de controle, a capacitação do pessoal da FACh e o envio do satélite.

Este é o terceiro satélite que o Chile envia ao espaço, e com ele pretende ingressar de forma definitiva na corrida espacial, segundo um comunicado do Ministério da Defesa.

O primeiro, o Fasat-Alfa, foi lançado em 1995, mas não conseguiu soltar-se de seu foguete. Já o segundo, o Fasat-Bravo, foi posto em órbita em 1998 e esteve operacional até 2001, quando apresentou falhas ao recarregar suas baterias. EFE