Saiba como reservar um ‘pixel’ das primeiras imagens do Telescópio Espacial Roman
Projeto da Nasa permite que interessados ganhem um certificado com seu nome e ligado a um dos pixels das primeiras imagens do novo telescópio
Na última semana, a agência espacial americana, a Nasa, lançou ao espaço o telescópio Nancy Gray Roman, responsável por explorar novos planetas, matéria escura e cantos diversos do universo com suas lentes 100 vezes maiores que as do Hubble, outro telescópio espacial da agência. Agora, a Nasa dá aos curiosos uma oportunidade especial. De forma simbólica, mais de um milhão de pessoas poderão “reservar” um pixel das primeiras imagens do novo telescópio.
O Telescópio Espacial Roman já foi lançado, mas ainda não chegou ao seu ponto final. A máquina deve ficar em um espaço entre a Terra e o Sol, um ponto de equilíbrio entre as forças gravitacionais dos dois corpos celestes conhecido como Ponto de Lagrange 2, a 1,5 milhão de quilômetros da Terra. É por ali que as gravidades se equilibram e as máquinas espaciais gastam muito menos gasolina para se manterem “de pé”.
O projeto da Nasa envolve garantir que cerca de 1 milhão de pixels fiquem “à disposição” dos interessados pelas primeiras imagens do Telescópio Roman. Quem participar não só vai poder ter para si um dos pixels, como também receberá um certificado com o próprio nome e um número ligado a cada participante. As primeiras fotografias do Roman devem surgir já nos próximos meses.
Para fazer parte do processo e garantir seu cantinho no céu, os interessados devem acessar a página “Adote um Pixel”, criada pela Nasa, e preenchê-la com seus dados. A partir disso, um pixel será reservado para a pessoa, que receberá o certificado em seu email. Após a divulgação das primeiras imagens, será possível consultar onde está seu pixel.
O que é o Roman
O Telescópio Espacial Nancy Gray Roman é uma das novas grandes tecnologias da Nasa, e integra o trio dos telescópios Hubble e James Webb, que já orbitam o espaço. O Roman pode observar 100 vezes a região do espaço que o Hubble consegue, e deve aumentar a percepção da ciência sobre o momento atual do universo. Ele é focado na observação de grandes partes do espaço e cosmos, enquanto seu irmão Hubble consegue tirar fotografias precisas de regiões específicas, enquanto o James Webb guarda um poderoso “zoom” que permite revelar como o Universo era em seu primórdio, há bilhões de anos atrás.
O Roman deve ajudar os astrônomos, de forma mais específica, a identificar a natureza da energia escura, força motriz que pode ser a responsável por expandir o universo, a buscar por novos exoplanetas — planetas que orbitam outras estrelas fora do Sistema Solar — e a estudar fenômenos que só poderiam ser observados em luz infravermelha, que é invisível aos olhos humanos.





