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“Relógio do Apocalipse”: fim do mundo é o mais próximo desde 1953

Eleição de Trump deixou o horário mais perto da meia-noite, perdendo apenas para o ápice da Guerra Fria

O fim do mundo está mais próximo com a eleição de Donald Trump, segundo os cientistas do The Bulletin of the Atomic Scientists (O Boletim dos Cientistas Atômicos, ou BPA na sigla em inglês). O grupo divulgou a nova posição dos ponteiros do Relógio do Apocalipse, nesta quinta-feira. Agora, eles marcam 23:57:30, ou seja, dois minutos e meio para o fim. O relógio, uma metáfora do risco de uma catástrofe que extermine a raça humana, marcava três para meia-noite em 2016.

Apesar de ser desenvolvido por cientistas, o relógio não é um instrumento científico e sim um aviso às autoridades e sociedade. “Não queremos gerar pânico, apenas esperamos que isso chame a atenção”, disse Rachel Bronson, diretora executiva e editora do boletim, em coletiva. O horário é decidido anualmente pelo Comitê de Ciência e Segurança do BPA, composto por físicos e cientistas do mundo todo que acumularam 15 prêmios Nobel.

As principais razões para o relógio ser adiantado em 30 segundos foram as armas nucleares, mudanças climáticas e, especialmente, a eleição de Trump. O boletim informa que durante 2016, a segurança global decaiu devido a falha da comunidade internacional em frear as mudanças climáticas e a produção de armas nucleares. EUA e Rússia seguem em desacordo e continuam modernizando sua tecnologia nuclear e fornecendo armamento a diversas partes do mundo.

A Coreia do Norte, por sua vez, realizou o quarto e o quinto testes nucleares subterrâneos e indicou que continuará a desenvolver suas armas nucleares. Índia e Paquistão também se enfrentaram em Kashimir, depois que militantes atacaram duas bases das forças armadas indianas.

Já as emissões de carbono, apesar de não terem aumentado em 2016 em relação a 2015, também não diminuíram e Terra está cada vez mais quente. Segundo os cientistas, para evitar temperaturas catastróficas, a emissão de gases tem que diminuir muito mais que o acordado em Paris.

É nesse cenário em que Donald Trump foi eleito com uma campanha cheia de declarações polêmicas sobre armas nucleares e o aquecimento global. O presidente chegou a afirmar que as mudanças climáticas são uma invenção para se derrubar a indústria norte-americana. Além disso, a espionagem russa aos presidenciáveis americanos, deixou a relação entre os dois países ainda mais abalada.

Com receio das futuras atitudes de Trump, o BPA alerta: “A decisão desse Comitê em mover o relógio em menos de um minute reflete uma simples realidade: no lançamento desta publicação, Donald Trump é o presidente dos Estados Unidos há apenas poucos dias”.

O mais próximo que o relógio esteve da meia noite na história foi em 1953, quando os cientistas passaram os ponteiros para 23h58 por causa dos testes de bombas de hidrogênio realizados pela Rússia e Estados Unidos. Em 1991, o relógio apontou 17 minutos para a meia-noite, o mais longe do “ponto apocalíptico” da história.

O relógio

The Bulletin of the Atomic Scientists foi criado em 1945 na Universidade de Chicago por um grupo de cientistas que esteve por trás do Manhattan Project, que ajudou a desenvolver as primeiras armas nucleares. Dois anos depois, em 1947, eles criaram a metáfora do “Relógio do Juízo Final”, uma forma de medirmos quanto perigo sofre a humanidade. No site do grupo, os cientistas disponibilizam uma linha do tempo com todos os ajustes realizados nos ponteiros do famoso “Relógio do Juízo Final”.

Comentários

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  1. Sergio Cihgral

    Independentemente de relógios, o fato é que, com Jong II, Putin, e Trump, o material bélico atômico volta a ser o monstro eminente que pode assolar a humanidade.

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  2. Fabio Batista

    Acho que estou muito doido. Se o relógio marca 23:58:30 não falta exatamente 1:30 one minuto e 30 segundos? A matéria fala em 2:30 dois minutos e 30 segundos, acho que ando trabalhando muito.

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  3. Desde que o Doomsday Clock foi criado, nunca houve um fracionamento em segundos. Então, considere 11:58. Os 30 segundos de “bônus”, é só pra não causar pânico.

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  4. A matéria fala que nos dias de hoje o relógio marca 23:57:30, portanto faltaram realmente 2:30 (dois minutos e trinta segundos)…23:58 foi quando o relatório esteve mais próximo isso em 1953…Vamos volta as aulas de interpretação de texto minha gente!!

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  5. Aloisio Barros

    Trump não dura um ano. O relógio vai voltar a “marcar” a hora do fim do mundo normalmente.

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