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Recenseamento de um milhão de plantas pretende colaborar com a biodiversidade do planeta

A "Plant List" contém a denominação das espécies, além de links para publicações científicas que estudam cada uma delas

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 17h11 - Publicado em 29 dez 2010, 16h08

Segundo um estudo divulgado em setembro pela União Internacional de Conservação da Natureza, uma planta em cada cinco está ameaçada de desaparecimento.

Botânicos britânicos e americanos anunciaram nesta quarta-feira a criação de um banco de dados com a designação de 1,25 milhão de plantas, que pode ser consultado no site http://www.theplantlist.org, em inglês. O objetivo da iniciativa é contribuir para a conservação das espécies listadas e facilitar o desenvolvimento de medicamentos à base de plantas.

A “Plant List” contém a denominação de ervas simples a legumes, passando por rosas, samambaias exóticas, musgos e coníferas. Ela comporta igualmente links de publicações científicas relacionadas às espécies em questão, para ajudar o trabalho de pesquisadores de botânica e farmácia.

A lista foi elaborada por cientistas do Royal Botanical Gardens (Kew Gardens) da Grã-Bretanha e do Missouri Botanical Garden americano.

“O banco de dados é crucial para pesquisas, previsões e vigilância de programas de conservação das plantas no mundo inteiro”, destacou o diretor do Kew Gardens, Stephen Hopper. Segundo um estudo divulgado em setembro pela União Internacional de Conservação da Natureza, uma planta em cada cinco está ameaçada de desaparecimento.

Os especialistas em botânica e em tecnologia da informação das duas instituições iniciaram suas pesquisas em 2008 para estabelecer essa lista como base de comparação entre famílias de plantas compiladas pelo Kew Gardens e pelo sistema Tropicos, um banco de dados alimentado desde 1982 pelo Missouri Botanical Garden.

Em outubro deste ano, em iniciativa similar, os 193 países membros da Convenção sobre a Diversidade Biológica reunidos em Nagoya no Japão, decidiram criar até 2020 um banco de dados on-line com toda a flora conhecida no mundo.

“Sem os nomes corretos, a compreensão e a comunicação sobre a vida dos vegetais se perderiam num caos e custariam somas faraônicas, além de colocar vidas em perigo, no caso de plantas utilizadas em medicina”, informou comunicado dos Kew Gardens.

(Com AFP)

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