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Quatro curiosos achados espaciais da ciência

Na terça-feira 7, a Nasa, a agência espacial americana, anunciou a descoberta de um planeta muito similar ao nosso

Por Da Redação - Atualizado em 10 jan 2020, 09h58 - Publicado em 10 jan 2020, 06h00

– Um planeta do porte da Terra
Na terça-feira 7, a Nasa, a agência espacial americana, anunciou a descoberta de um planeta muito similar ao nosso, mas 20% maior e com a metade da temperatura terrestre. A 100 anos-luz daqui, o TOI 700d (representação gráfica na imagem acima) possui água líquida na superfície e, portanto, potencial para ter algum tipo de vida. Desde 1995, quando o satélite Kepler inaugurou esse campo da exploração, já foram achados 4 000 exoplanetas — os corpos celestes do tipo localizados fora do sistema solar.

– O real Tatooine
O fictício planeta Tatooine, desértico, rochoso, bege, extremamente seco, é figura central na trama da saga Star Wars, iniciada em 1977. A novidade: pode não se tratar de mera fantasia de cinema. Em 1993, a Nasa achou uma formação muito semelhante a ele, o PSR B1620−26b, que fica a 12 400 anos-luz daqui. Desde então, foram identificados mais onze, incluindo o TOI 1338b, 6,9 vezes maior que a Terra, observado na semana passada.

– O retrato de um buraco negro
Astrônomos apresentaram em abril de 2019 a primeira imagem já captada do fenômeno, cuja gravidade é tão extraordinária que atrai e absorve tudo (até toda a luz) ao redor. Por isso, não foi possível captar essa imagem como no caso de uma fotografia regular, por meio de câmeras sensíveis à luz. Para alcançarem o feito, oito telescópios, espalhados pelo mundo, registraram 65 horas de ondas sonoras, em frequência de rádio, utilizadas depois por uma inteligência artificial para compor o retrato do colosso espacial, a 55 milhões de anos-luz da Terra.

– Os anéis de Júpiter
Sabe-se que Saturno possui anéis desde as primeiras observações de Galileu Galilei com um telescópio, em 1610. Mas a confirmação de que Júpiter tem formação similar, composta de gelo e gases, só ocorreu em 1979, depois de a nave Voyager 1 passar pelas redondezas e enviar imagens da descoberta.

Publicado em VEJA de 15 de janeiro de 2020, edição nº 2669

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