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Presença humana na América pode ser mais antiga do que pensávamos

Novo achado no México leva habitação humana do continente para 33 mil anos atrás

Por Sabrina Brito 22 jul 2020, 18h46

Um novo estudo indica que a espécie humana pode ter se acomodado no continente americano antes do que se pensava. O artigo que relata o estudo foi publicado no último dia 16 no periódico científico Nature.

O que levou os pesquisadores a reanalisarem os dados foi uma descoberta feita recentemente no México. Em cavernas de altitude no centro do país, arqueólogos encontraram milhares de ferramentas de pedra que sugerem que o local foi habitado por pessoas durante, no mínimo, 20 mil anos.

Depois do achado, os cientistas sugeriram que a habitação da América por seres humanos teria começado há aproximadamente 33 mil anos — até agora, estimava-se que os primeiros homens tivessem vivido aqui pela primeira vez há cerca de 13 milênios.

Até a segunda metade do século XX, a comunidade científica concordava que a espécie humana teria chegado ao continente americano há cerca de 11,5 mil anos. A ideia era de que essas pessoas teriam cruzado uma ponte terrestre entre a Sibéria e o Alasca durante a última era do gelo, a qual, desde então, foi submersa.

Nos anos 1980, a descoberta de evidências da presença humana no Chile datando de 14,5 mil anos fez com que os pesquisadores repensassem suas teorias. Já nos anos 2000, ainda mais achados levaram o assunto de volta ao centro de discussões arqueológicas.

A equipe envolvida na descoberta mexicana escavou um sítio de três metros de profundidade para encontrar os vestígios de rochas. Aproximadamente mil e novecentas peças, datadas de milênios de anos, foram encontradas no solo.

De acordo com os arqueólogos, o estudo pode ser importante para motivar outras pesquisas do tipo, as quais podem revelar novidades sobre os princípios da história humana.

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