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Pesquisadores que previram bóson de Higgs ganham Nobel de Física

O britânico Peter Higgs e o belga François Englert previram nos anos 1960, de forma independente, a existência do campo de Higgs, que confere massa a todas as outras partículas

Por Da Redação - Atualizado em 6 maio 2016, 16h16 - Publicado em 8 out 2013, 08h07

Os físicos Peter Higgs e François Englert receberam o Prêmio Nobel de 2013, como reconhecimento aos estudos que levaram à descoberta do bóson de Higgs no ano passado. A partícula é uma prova da existência do campo de Higgs, previsto pelos dois cientistas há quase 50 anos, que explica como as outras partículas elementares, como elétrons e quarks, ganham massa. A descoberta era a última peça que faltava para confirmar o modelo padrão, teoria sobre como as partículas interagem para formar a matéria do Universo.

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BÓSON DE HIGGS

O bóson de Higgs é uma partícula subatômica prevista há quase 50 anos. O Higgs é importante porque a existência dele provaria que existe um campo invisível que permeia o universo. Sem o campo, ou algo parecido, nada do que conhecemos existiria. Os cientistas não esperavam detectar o campo, mas sim uma pequena deformação nele, chamada bóson de Higgs.

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MODELO PADRÃO

O Modelo Padrão é a melhor descrição do mundo subatômico. Existem outras, mas nenhuma que tenha tido tanto sucesso em experimentos para prever e descrever as partículas e as forças de suas interações.

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A incrível saga do bóson de Higgs

O campo de Higgs foi teorizado, de forma independente, pelos dois pesquisadores em 1964. Ele seria um campo invisível no qual algumas partículas interagem para ganhar massa. As que não interagem com o campo não possuem massa e estão fadadas a viajar para sempre na velocidade da luz, como os fótons, a unidade básica da luz. A prova da existência física do campo seria justamente o bóson de Higgs.

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Depois de quase 50 anos de pesquisa, os cientistas conseguiram, as evidências da existência do bosón. A descoberta foi finalmente reveladas no dia 4 de julho de 2012, após dois detectadores identificarem sua presença no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o maior acelerador de partículas do mundo.

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