Para buscar vida extraterrestre, China vai realocar 9 mil moradores

Com o objetivo de garantir a atividade futura do maior radiotelescópio do mundo para detecção de vida fora da Terra, autoridades locais decidiram remover moradores em um raio de cinco quilômetros do aparelho

Por Da Redação - Atualizado em 6 maio 2016, 15h58 - Publicado em 16 fev 2016, 17h34

Mais de 9.000 chineses da província de Guizhou, no Sudoeste do país, deverão sair de suas casas para proteger a atividade do que será o maior radiotelescópio do mundo para detecção de vida extraterrestre. Segundo o comunicado das autoridades locais, feito nesta terça-feira, os moradores que vivem em um raio de cinco quilômetros de distância do radiotelescópio devem ser realocados. Cada um dos 9.110 moradores afetados receberá 12.000 iuanes (cerca de 7.500 reais) de compensação por parte da província.

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O objetivo, segundo informações da agência oficial de notícias Xinhua, é preservar a estabilidade ambiental das ondas eletromagnéticas do aparelho, chamado Five Hundred Metre Aperture Spherical Telescope (FAST, na sigla em inglês). O perímetro ocupado pelo radiotelescópio é de 500 metros. Com construção prevista para terminar em setembro, o instrumento vai buscar sinais de vida fora da Terra e precisa de um “ambiente propício” para a captação das ondas.

Busca de vida extraterrestre – A construção do radiotelescópio começou em 2011 com um investimento de 1,2 bilhão de iuanes (cerca de 750 milhões de reais) e, uma vez finalizado, terá diâmetro quase duas vezes maior e será três vezes mais sensível que o Observatório de Arecibo em Porto Rico, atualmente o maior radiotelescópio em atividade no globo. Ele terá 4.350 painéis de captação com habilidade para se movimentar e receber as ondas de radio. De acordo com a agência Xinhua, ele poderá captar mesmo as ondas mais fracas que chegarem de pontos distantes da galáxia.

(Com Agência EFE)

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