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Paleontólogos encontram pegadas de mais de vinte dinossauros polares na Austrália

Rastros formam a maior e mais bem preservada coleção do Hemisfério Sul

Por Da Redação - Atualizado em 6 maio 2016, 17h03 - Publicado em 9 ago 2011, 20h51

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Emory, nos Estados Unidos, descobriu pegadas de mais de vinte dinossauros polares na costa do estado australiano de Vitória. A descoberta pode ajudar a entender como era a vida em um momento em que o planeta passava por um aquecimento acentuado, há aproximadamente 100 milhões de anos, durante o período Cretáceo (compreendido entre 145 e 65 milhões de anos atrás), quando a Austrália era ligada à Antártica. O estudo foi publicado no periódico científico australiano Alcheringa, especializado em paleontologia.

Duas rochas do Cretáceo encontradas exibem marcas de patas com três dedos, aparentemente pertencentes a três espécimes de pequenos terópodes – um grupo de dinossauros bípedes e carnívoros, cujo membro mais famoso é o tiranossauro. Elas estão localizadas na costa rochosa da praia Milanesia, no Parque Nacional Otways, uma região conhecida por concentrar enormes falésias formadas por camadas e camadas de sedimentos acumulados durante milhares de anos. Em alguns momentos, pedaços das falésias descolam, revelando surpresas como as pegadas de dinossauros.

É a maior coleção de pegadas já encontrada no Hemisfério Sul e, de acordo com especialistas, uma das mais bem preservadas. Uma das pedras, com quinze marcas, guarda três pegadas consecutivas feitas pelo menor dos dinossauros, cujo tamanho deveria ser similar ao de um frango. Em outra, foram encontradas oito pegadas que variam de tamanho.

Como era a região – Naquela época, os dinossauros se deslocavam em uma prolongada escuridão polar. A temperatura global na época era de 20 graus Celsius, cerca de cinco graus mais alta que a atual, o suficiente para o degelo de alguns vales durante o verão, permitindo a passagem de animais e o registro de suas impressões na superfície. A costa de Vitória marca o local em que Austrália e Antártica se separaram há 40 milhões de anos.

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