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Paleontólogo encontra dinossauro em igreja italiana

Fóssil do dinossauro estava incrustado no altar

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 17h12 - Publicado em 1 nov 2010, 17h01

Exames computadorizados vão tentar determinar a espécie do dinossauro, que estava na igreja desde sua fundação, no século 17

A pequena catedral de Santo Ambrósio, em Vigevano, cidade situada 80 km ao norte de Milão, na Itália, não abriga apenas a fé de seus 60 mil habitantes. Incrustado em seu altar está o fóssil de um dinossauro que passou totalmente despercebido nos últimos quatro séculos, mas não escapou ao olhar atento do paleontólogo Andrea Tintori, da Universidade de Milão.

Medindo cerca de 30 centímetros, o crânio do dinossauro quase se confunde com as outras marcas das rochas do altar da catedral, construída entre 1532 e 1660. “A rocha contém o que parece ser uma secção horizontal do crânio do dinossauro. Se parece com a imagem gerada por tomografia computadorizada, e é possível ver as cavidades nasais e os numerosos dentes”, disse Andrea ao site Discovery News.

O altar onde foi encontrada a rocha com o fóssil de dinossauro

A rocha à qual o crânio está preso veio de Monte San Giorgio, um local conhecido pela presença de fósseis, e considerado patrimônio da humanidade pela Unesco. Foi formada por volta de 180 milhões de anos atrás, no período conhecido como Jurássico inferior. Na construção da catedral, foi cortada ao meio e, por sorte, não estragou o fóssil.Não se sabe à qual espécie o crânio pertence, mas Andrea pretende criar um modelo computadorizado para desvendar a questão. “No começo, pensei que fosse um ictiossauro (um réptil predador marinho, semelhante aos golfinhos modernos), mas depois vi que se tratava de um dinossauro. Mas nestas condições não dá para dizer muito, nem se ele é um animal carnívoro ou herbívoro”, afirmou ao jornal italiano La Repubblica.

Depois de serem estudadas, as rochas serão expostas no Museu da Catedral de Vigevano. E, segundo o La Repubblica, duas rochas de San Giorgio, de onde as outras vieram há mais de quatro séculos, substituirão a cabeça do dinossauro.

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