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Os 10 micos da ciência em 2014

Pesquisa com células-tronco fraudadas, os 'ecos' do Big Bang descobertos e desmentidos ou a epidemia de ebola mostraram que 2014 foi um ano de mais promessas que sucessos. Conheça os tropeços científicos mais marcantes do ano

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h07 - Publicado em 24 dez 2014, 10h19

No fim do ano passado, a revista Nature elaborou uma lista com as apostas científicas para 2014. Das dez promessas, apenas duas se confirmaram. A primeira decepção veio de uma pesquisa revoucionária com células-tronco. Publicada em janeiro na revista, provou-se uma fraude seis meses depois. Em março, astrônomos acreditaram que haviam testemunhado uma grande descoberta, quando cientistas anunciaram que tinham registrado algo como os “ecos” do Big Bang. Poucos meses depois, veio a decepção. Novas análises mostraram que o que se acreditava serem as provas do fenômeno talvez não fosse mais que poeira cósmica. No campo da medicina, o mundo acompanhou a explosão da epidemia de ebola, que não foi controlada com eficácia pelos governos. No Brasil, o Estado de São Paulo viu os números de dengue aumentarem quase 1.000% no inverno e o país conheceu a febre chikungunya, uma novidade aparentada à dengue.

Apesar das grandes decepções, a ciência conheceu avanços importantes. A missão Rosetta, um dos maiores feitos científicos de todos os tempos, forneceu informações importantes sobre a origem da água em nosso planeta, revelando dados que podem ajudar a desvendar o nascimento da vida na Terra. O estudo das pinturas em cavernas da Indonésia mostrou que a arte asiática é tão antiga quanto a europeia, um indício de que a arte pode ter surgido em diversos continentes ao mesmo tempo. Em dezembro, uma série de pesquisas deu novos detalhes da transição dos dinossauros para as aves, traçando a mais completa árvore genealógica dos pássaros até hoje.

No balanço geral, 2014 se mostrou um ano de mais promessas que sucessos, deixando claro que a ciência tolera mal a falta de rigor e é avessa a conclusões apressadas e arroubos midiáticos. A publicação de dados e conclusões em sistemas online, o apoio da imprensa especializada na divulgação dos resultados e a revisão rigorosa de grupos de pesquisa em todos os cantos do planeta expõem sem demora falhas e equívocos.

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