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Onda de frio será forte no Centro-Sul, mas não a mais intensa da história

Temperaturas caem a partir de quarta, 28, e chegam ao nível mais baixo deste inverno, mas não são recordes históricos

Por Sergio Figueiredo Atualizado em 27 jul 2021, 11h03 - Publicado em 27 jul 2021, 08h56

A massa de ar frio de origem polar que chega ao país nesta quarta-feira vai derrubar as temperaturas no Centro-Sul do país, atingindo, entre as capitais, especialmente Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Existe, inclusive, a possibilidade de neve nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense. Entretanto, apesar de marcas recordes neste inverno, a onda congelante não será a pior das últimas décadas, como foi alardeado – pelo menos é o que afirma a empresa de serviços meteorológicos Climatempo, segundo a qual é exagero especular, por exemplo, sobre precipitação de neve nos pontos mais altos do estado do Rio de Janeiro.

De acordo com os meteorologistas da Climatempo, a menor temperatura já registrada na cidade de São Paulo, que faz a medição oficial desde 1943, foi de 2 graus negativos em agosto de 1955, na estação meteorológica do Mirante de Santana, que é o ponto oficial de registro, e não existe a possibilidade de que esse recorde seja batido. Ainda assim, a Climatempo não afasta o risco de geada na região Sudeste.

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Aparentemente, o diferencial desta onda de frio será a persistência de dias consecutivos com temperaturas mínimas, de 28 a 30 de julho. No Sudeste, as menores marcas ocorrerão na Serra da Mantiqueira, divisa entre Minas Gerais e São Paulo, ficando abaixo de zero nas noites de 29 e 30, segundo as previsões. Nas regiões metropolitanas de São Paulo e Belo Horizonte, esperam-se máximas de 15 graus e mínimas em torno de 5 graus, sem contar a sensação térmica provocada pelos ventos, que faz com que o organismo perceba o frio com mais intensidade. O fim de semana será mais confortável, com a massa já começando a se dissipar.

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