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Onda de frio mantém temperaturas negativas e povoados estão isolados na UE

Redação Central, 12 fev (EFE).- A persistente onda de frio que afeta a Europa e causou centenas de mortos mantém neste domingo dezenas de povoados isolados e com temperaturas muito abaixo de zero, embora os meteorologistas preveem melhoria nos próximos dias.

O frio siberiano atingiu neste domingo o ponto álgido no centro da parte europeia da Rússia e na vizinha Belarus, enquanto os mortos em todo o espaço pós-soviético chegaram a 250.

Os termômetros marcavam nesta manhã em Moscou 25 graus negativos, enquanto na região de Moscou as temperaturas rondavam os 30 graus abaixo de zero, as mais baixas do inverno.

Em Belarus durante a noite os termômetros estavam em 30 graus negativos. As autoridades confirmaram quatro óbitos, o que motivou críticas da oposição, que acusa o Governo de encobrir a realidade. Na Ucrânia 112 mortes, mais da metade de indigentes, a população mais vulnerável.

Hoje as grossas camadas de gelo seguiam dificultando a navegação no estreito de Kerch que separa o Mar Negro do Azov, e que une por água a Criméia e à Rússia.

O consumo de gás disparou o que causou problemas de provisão do gás russo para os países europeus que transita em 80% por território ucraniano.

Na Geórgia neste fim de semana morreram duas pessoas congeladas e o frio parece ceder nas caucásicas Armênia, onde reabriu o aeroporto internacional, e Azerbaijão.

Entre as três repúblicas bálticas, a Lituânia é a em pior situação, com 23 mortos. No centro da Europa e nos Bálcãs 184 óbitos foram contabilizados e inúmeros povoados permanecem isolados pela neve, que junto com o gelo dificulta o tráfego por terra, mar e ar.

O país mais afetado é a Romênia, com 68 mortos por hipotermia severa. Seis estradas seguem interrompidas pelas nevadas, deixando isoladas 36 localidades do sul e no leste do país.

Na Sérvia morreram 20 pessoas e 50 mil cidadãos seguem isolados em aldeias das montanhas. Na Bósnia houve ao menos 17 vítimas pelo frio e 3 em Montenegro.

Ao menos sete pessoas morreram no sábado sepultadas em um desmoronamento no Kosovo, o que eleva para 10 os mortos. Na Albânia centenas de aldeias estão isoladas nas montanhas e as nevadas das últimas horas paralisaram parte do oeste da Croácia.

Na Hungria, o frio siberiano causou ao menos 24 mortes e a navegação pelo rio Danúbio se mantém proibida desde quinta-feira à noite por causa do risco que representa o gelo flutuante.

Essa importante via fluvial europeia está congelada em grande parte da Bulgária, onde o desastre climático incluiu fortes inundações e fez 23 vítimas.

Na República Tcheca 21 pessoas morreram e em Praga ontem à noite a temperatura era de 21 negativos.

Em outros países da região houve mais vítimas do temporal de neve. Seis óbitos na Áustria, quatro na Grécia, dois na Albânia e um morto na Macedônia e na Eslováquia, respectivamente.

Na Itália a situação mais crítica é no centro e na zona oriental, onde neva incessantemente há 72 horas. Em Roma, onde ontem caiu uma intensa nevada, hoje o sol apareceu e o transporte urbano voltou ao normal.

A onda de frio se transformou neste fim de semana na mais prolongada já vivida na Bélgica em 70 anos, com 14 dias consecutivos de temperaturas negativas no centro do país.

No Reino Unido, que segue em alerta pelo perigo de gelo, os meteorologistas preveem que após vários dias de frio ártico e temperaturas mínimas de 18 graus abaixo de zero, a partir de hoje o prognóstico é o começo de um processo de alta das temperaturas, embora ‘de forma lento’.

Os holandeses aproveitaram o congelamento de canais do país para o esporte preferido nessa época: a patinação no gelo. Segundo a federação nacional, mais de 1 milhão de pessoas deslizaram no sábado pelos canais e lagos congelados.

As previsões indicam que a partir desta segunda-feira as temperaturas começarão a subir paulatinamente. EFE