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O ano passado está entre os mais quentes da História, diz estudo

Relatório anual comprova a tese de que os gases de efeito estufa têm levado o planeta a um aquecimento constante no longo prazo

Por Marília Monitchele
Atualizado em 10 jan 2023, 16h13 - Publicado em 10 jan 2023, 16h12

Os últimos anos registraram as temperaturas mais altas do planeta. De acordo com o Copernicus Climate Change Service, sistema da União Europeia que coleta informações sobre o clima, 2022 foi o quinto ano mais quente do levantamento histórico. O relatório, que foi divulgado nesta terça-feira, 10, comprova a tese de que os gases de efeito estufa têm levado a um aquecimento constante no longo prazo.

As temperaturas dos últimos oito anos estiveram 1°C acima do nível pré-industrial e estão cada vez mais próximas do limite de 1,5°C firmado no Acordo de Paris. O aumento exponencial da temperatura pode levar a fenômenos naturais extremos, como secas e inundações. A Europa está entre os continentes mais afetados, tendo 2022 como o segundo ano mais quente da História, perdendo apenas para 2020.

Os aumentos mais expressivos foram contabilizados entre outubro e dezembro, já no final do verão, que foi o mais quente do continente. Dos 27 países, 12 viram os termômetros baterem recordes em pelo menos um mês do ano passado.

Além da Europa, temperaturas acima da média também foram catalogadas no Oriente Médio, na Ásia e na África. Eventos de calor extremo atingiram o Paquistão e o norte da Índia, acompanhados de grandes chuvas. A China também registrou condições recordes de calor e seca durante o verão. Secas também atingiram os países localizados no chifre da África, que viram as colheitas extremamente afetadas pelas condições climáticas, levando parte da população local a sofrer com a fome. Na Oceania, a Austrália sofreu com inundações jamais vistas.

Apesar dos dados, as temperaturas de 2022 foram beneficiadas pelo fenômeno La Ninã, no Oceano Pacífico, que contribuiu para diminuir levemente as temperaturas médias globais, evitando que o ano fosse ainda mais quente. A expectativa, no entanto, é que o La Niña perca força e dê lugar ao El Niño, resultando em massas de ar quente que podem elevar a temperatura e tornar 2023 um dos anos mais quentes já registrados. Os dados recentes evidenciam que, quando se trata de aquecimento global, todo grau importa.

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