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Novo material é aposta de chips menores e mais eficientes

Transistor feito de molibdenita consome 100.000 vezes menos energia que circuitos de silício e se revela mais promissor até que o grafeno

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 17h10 - Publicado em 1 fev 2011, 12h56

Cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, descobriram que o mineral molibdenita pode ser uma alternativa ainda melhor que o grafeno para substituir o silício nos chips eletrônicos. Além de consumir, em modo de espera, 100.000 vezes menos energia que os transistores tradicionais de silício, o material possui características naturais que permitem aos cientistas controlar suas propriedades elétricas mais facilmente que o grafeno. O resultado são chips menores e mais eficientes.

Para fabricar o material, os cientistas suíços utilizaram a mesma técnica de produção do grafeno: com uma fita adesiva removeram camada por camada da molibdenita até sobrar uma superfície com apenas um átomo de espessura. “É um material de duas dimensões, muito fino e fácil de utilizar na fabricação de transistores bem pequenos, LEDs e células solares”, disse o chefe da pesquisa, Andras Kis.

Para controlar a mudança do estado de energia dos elétrons no grafeno, os cientistas precisam utilizar métodos artificiais, aumentando o custo e a complexidade de produção do material. Com a molibdenita, esse controle pode ser feito aproveitando propriedades naturais do mineral. “A molibdenita é ideal para construção de transistores”, afirma Kis.

A molibdenita é um mineral de cor cinzenta e de brilho metálico com aparência semelhante ao grafite. A molécula do material é formada por um átomo do metal molibdênio e dois de enxofre. Os maiores produtores são os Estados Unidos, China, Chile, Peru e Canadá.

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