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Novo cometa ‘brasileiro’ é descoberto em observatório de Minas Gerais

O C/2015 F4 Jacques é o terceiro astro deste tipo descoberto pelo Sonear, composto por um trio de astrônomos amadores

Um novo cometa foi descoberto por três brasileiros do Sonear (sigla para Southern Observatory for Near Earth Asteroids Research), um observatório particular perto de Oliveira, cidade a 120 quilômetros de Belo Horizonte. O C/2015 F4 Jacques é o terceiro a ser encontrado pela equipe. Ele foi visto pela primeira vez no dia 28 de março e confirmado pela comunidade científica no último dia 30.

O cometa recebeu seu nome em homenagem a Cristóvão Jacques, astrônomo amador que, junto com Eduardo Pimentel e João Ribeiro, é responsável pelo observatório. Brilhante, o objeto foi visto por meio do telescópio de 280 milímetros, o menor dos dois que compõe o Sonear.

“O cometa tem agora uma pequena calda e vai ter a sua aproximação máxima com a Terra no final de julho”, disse Jacques ao site de VEJA. Não há risco de colisão. A estimativa é que no dia 8 de agosto, quando o objeto atingir sua aproximação máxima com o Sol, ele esteja a 134 milhões de quilômetros da estrela.

Ele não deve atingir brilho suficiente para ser visto a olho nu, apenas com uso de telescópios, mas Jacques avisa que, por serem corpos celestes em movimento, o cometa pode surpreender. A passagem do C/2014 E2 Jacques, o segundo cometa descoberto pelo observatório, foi fotografada por astrônomos ao redor do mundo e mostrou um cometa bastante brilhante.

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Descobertas brasileiras – Todos os cometas “brasileiros” já encontrados são descobertas do Sonear. O primeiro, C/2014 A4 Sonear, foi descoberto em janeiro do ano passado, e o segundo, em março do mesmo ano.

O trio de observadores mineiros começou a vasculhar o céu em busca de objetos próximos à Terra em 1999. Jacques é engenheiro, Eduardo é advogado e Pimentel é jornalista e professor. Eles costumam dedicar as horas vagas às descobertas astronômicas. Em 2009, iniciaram o planejamento do observatório, que começou a funcionar em dezembro de 2013.

Eles tiram fotos à noite e, durante o dia, analisam o material. São os únicos a procurar objetos assim – que envolvem corpos que podem se chocar com a Terra – no Hemisfério Sul.

(Da redação)