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Nicotina pode ajudar recuperar memória de idosos

Pesquisa revela que pequenas doses da substância conseguiu ajudar idosos não fumantes a recuperar 46% da memória de longo prazo

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h49 - Publicado em 10 jan 2012, 05h54

Idosos com problemas de memória podem se beneficiar de uma terapia que inclui pequenas doses de nicotina, revela um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado parcialmente na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Nicotine treatment of mild cognitive impairment: A 6-month double-blind pilot clinical trial

Onde foi divulgada: revista Neurology

Quem fez: Paul Newhouse, Jennifer Rusted

Instituição: Vanderbilt University School of Medicine (Estados Unidos), Sussex University (Reino Unido)

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Dados de amostragem: 74 não fumantes com idade média de 76 anos

Resultado: Após seis meses com o adesivo de nicotina, o grupo recuperou 46% do rendimento normal para a idade na memória de longo prazo, enquanto o grupo placebo teve uma queda de 26% no mesmo período.

A pesquisa analisou 74 não fumantes com idade média de 76 anos. A metade recebeu um adesivo de nicotina na pele durante seis meses e o outro grupo, placebo. Os submetidos ao tratamento com nicotina apresentaram melhores resultados em testes cognitivos de atenção e memória, além de maior rapidez e coerência para processar informações.

“Após seis meses com o adesivo de nicotina, o grupo recuperou 46% do rendimento normal para a idade na memória de longo prazo, enquanto o grupo placebo teve uma queda de 26% no mesmo período”, destaca o estudo. Os autores do trabalho advertem que os idosos não devem começar a fumar para melhorar sua função cerebral, e que serão necessárias mais pesquisas para confirmar os efeitos positivos da nicotina a longo prazo.

Também é pouco provável que a nicotina ajude as pessoas que já têm boa memória, destacou o autor do estudo Paul Newhouse, diretor do Centro de Medicina Cognitiva da Universidade do Vanderbilt Medical Center. “Se já está funcionando bem, não é necessária, mas se há declínio, a nicotina pode devolver parte da boa memória. Um pouco dela faz com que o desempenho melhore”, disse.

(Com agência France-Presse)

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