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Nave da SpaceX pode carregar astronautas

Próximas viagens ainda serão feitas sem tripulação, mas cápsula está preparada para levar até sete pessoas

Por The New York Times Atualizado em 6 Maio 2016, 17h11 - Publicado em 9 dez 2010, 16h03

“Se tivéssemos pessoas sentadas na cápsula Dragon, elas teriam feito um passeio muito agradável”

Elon Musk

Nesta quarta-feira, pela primeira vez, uma espaçonave comercial entrou em órbita e retornou suavemente à Terra. O voo, conduzido pela Space Exploration Technologies Corp., ou SpaceX, foi impecável, desde o lançamento de seu foguete Falcon 9, com uma cápsula Dragon no topo, às 13h43 (de Brasília), do Cabo Canaveral, até a descida da Dragon no Oceano Pacífico 3 horas, 19 minutos e 52 segundos depois. Foi um atraso de apenas 52 segundos em relação ao previsto pela SpaceX.

Durante a entrevista coletiva que ocorreu depois, Elon Musk, fundador da SpaceX e seu principal executivo, cuja desmedida confiança pode beirar a arrogância, se afobou ao falar que funcionou como previsto. “Na verdade, é quase bom demais”, disse Musk. “Não tivemos de usar os sistemas de segurança em nenhum momento. Estou em estado de semi-choque. É difícil ser articulado com a mente pegando fogo.”

Modelo esquemático da cápsula Dragon

Passeio agradável – A missão foi a primeira demonstração para a Nasa da nave espacial projetada para transportar carga e, talvez, astronautas à Estação Espacial Internacional.

Musk afirmou que o SpaceX estava em boa situação para conquistar pelo menos parte do negócio de transporte de astronautas. A Dragon já tem uma cabine pressurizada e foi projetada, desde o princípio, com a intenção de levar pessoas. “Se tivéssemos pessoas sentadas na cápsula Dragon, elas teriam feito um passeio muito agradável”, disse ele.

Façanha – Nove minutos e meio depois do lançamento de quarta-feira, a cápsula Dragon destacou-se do segundo estágio do Falcon 9. A cápsula circundou a Terra duas vezes a uma altitude de 300 quilômetros antes de reentrar na atmosfera. Com ajuda de paraquedas, a nave desacelerou suavemente até pousar a cerca de 800 quilômetros da costa mexicana.

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A façanha impressionou Joseph Fragola, especialista em segurança de naves espaciais, que não tinha certeza de que lançamentos comerciais pudessem atender aos mesmos padrões da Nasa.

“Eu esperava pelo menos algumas anomalias, mas até agora parece não ter ocorrido nenhuma”, disse Fragola sobre o voo da quarta-feira. “Isso foi uma surpresa, dado o desafio do plano de voo.”

Durante o voo, a SpaceX anunciou que o Falcon 9 também levou para o espaço oito pequenos satélites, incluindo um do Exército para testar novas tecnologias de comunicação.

Visita à ISS – Um segundo voo de demonstração, que vai passar perto da Estação Espacial, mas sem acoplar, está agendado para a próxima primavera. Um terceiro e último voo de demonstração vai conectar a cápsula à estação.

Com o sucesso do primeiro voo, disse Musk, a SpaceX espera combinar os dois próximos lançamentos. Uma vez completa a fase de demonstração, a SpaceX começará com os voos de carga.

No final da entrevista coletiva, Musk recuperou parte de sua bravata habitual, arriscando que a Dragon também poderá ser utilizado em missões no espaço profundo. Um renovado programa espacial da Nasa, que irá valer a partir do ano que vem, vai trabalhar numa maior e muito mais cara cápsula tripulada Orion e na continuação do desenvolvimento de um foguete de carga para chegar à Lua, a um asteróide ou além. “A Dragon tem mais capacidade que a Orion”, disse Musk. “Basicamente, qualquer coisa que a Orion possa fazer, a Dragon também pode.”

Contrato bilionário – A SpaceX tem um contrato de 1,6 bilhão de dólares para 12 voos de carga e suprimentos para a Estação Espacial. O programa começou em 2006. Com o iminente cancelamento do foguete Ares I, da Nasa, que levaria astronautas para a estação, a agência espacial busca companhias privadas para prestar serviços de transporte dos astronautas.

O sucesso do voo de demonstração “reforça o que o presidente estabeleceu e o Congresso endossou para o futuro do transporte espacial”, disse Lori Garver, administrador-adjunto da Nasa. “Isso realmente valida o caminho que trilhamos.”

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