Nasa ‘resolve’ mistério de supernova vista há 2 mil anos

A agência espacial combinou dados para criar a imagem da supernova - explosão de uma estrela. Conhecida como RCW 86, é a mais antiga que consta dos registros de astronomia

Por Da Redação - Atualizado em 6 maio 2016, 16h56 - Publicado em 25 out 2011, 10h32

Novas observações infravermelhas dos telescópios da Nasa revelaram como ocorreu a primeira supernova já registrada e como seus fragmentos se dispersaram a grandes distâncias.

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SUPERNOVA

Supernova é o nome dado à explosão de estrelas com dez vezes (ou mais) a massa do Sol. É um evento raro, ocorrendo a cada 50 anos na Via Láctea. Uma supernova pode ser tão brilhante quanto uma galáxia, mas com o passar do tempo a luminosidade diminui até ela se tornar invisível. O processo todo geralmente ocorre em semanas ou meses. Durante a explosão, cerca de 90% da massa estelar é expulsa. Por causa do brilho intenso, são comumente usadas como pontos de referência no universo para cálculo de distância entre os corpos.

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A agência espacial dos Estados Unidos disse, na segunda-feira, que o Telescópio Espacial Spitzer e o Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) resolveram um mistério que data de 2.000 anos atrás, quando os astrônomos chineses observaram uma estrela em explosão.

As descobertas mostram que a explosão estelar ocorreu em uma cavidade oca, sem gás e poeira, que permitiu que o material expelido pela estrela viajasse muito mais rápido e mais longe que em outras circunstâncias.

“Este resquício da supernova tornou-se muito grande e muito veloz”, explicou Brian Williams, astrônomo da Universidade Estatal da Carolina do Norte e principal autor de um novo estudo detalhando as descobertas dos telescópios on-line na Astrophysical Journal.

“É três vezes maior do que teríamos esperado de uma supernova que foi avistada em explosão há quase dois mil anos. Agora finalmente pudemos descobrir a causa”, acrescentou.

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Em 185 a.C, os astrônomos chineses notaram uma “estrela convidada”, que apareceu misteriosamente no céu e ficou ali por cerca de oito meses. Na década de 1960, os cientistas determinaram que o misterioso objeto era a primeira supernova registrada.

Mais tarde classificaram o objeto, conhecido como RCW 86, como um remanescente de supernova localizado a cerca de 8 mil luz de distância, mas continuava sendo um mistério como os restos esféricos da estrela eram maiores que o esperado.

“Com múltiplos observatórios estendendo nossos sentidos no espaço, podemos apreciar plenamente a notável física por trás da agonia de morte desta estrela, e ainda seguir tão impressionados pelo cosmos como os antigos astrônomos”, disse Bill Danchi, cientista do programa do Spizer e do WISE na sede central da Nasa em Washington.

(Com agência France-Presse)

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