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Nanocomposto pode acelerar diagnóstico de tumores

Substância poderá ser utilizada para transportar fármacos até células doentes

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 17h08 - Publicado em 15 abr 2011, 10h08

Cientistas chilenos criaram um nanocomposto que identifica as células cancerígenas. No futuro, a invenção pode tornar mais efetivo o diagnóstico precoce do câncer. “As nanopartículas podem servir como transporte direto de fármacos às células doentes”, afirmou o médico Danilo González-Nilo, diretor do Centro de Bioinformática e Simulação Molecular da Universidade de Talca (Chile), que apresentou a descoberta à imprensa na quinta-feira.

González-Nilo disse que o nanocompósito desenvolvido pelos pesquisadores chilenos é formado por três moléculas. “A primeira é capaz de se unir seletivamente aos receptores de membrana das células cancerígenas; a segunda emite luz e, portanto, as identifica; e a terceira funciona como transporte das duas anteriores, é biofuncional e, no futuro, pode transportar fármacos para atacar de maneira mais seletiva e potente as células doentes”, explicou. Uma técnica semelhante vem sendo testada em laboratório no Brasil, mas para o tratamento de rejeição de transplantes de coração.

A técnica poderá ajudar a identificar o câncer nas fases iniciais de desenvolvimento da doença. “Com nosso nanocomposto, pretendemos conseguir detectar as células cancerígenas em um estágio muito precoce, pois o sistema possui melhores propriedades de fluorescência que as tradicionais moléculas orgânicas”, declarou o cientista, destacando que uma das potenciais aplicações é sobre o câncer de mama. Nesses casos, a mamografia é a principal ferramenta de diagnostico que existe hoje. Segundo o cientista, o problema dela é que é incômoda para a paciente e só pode detectar o tumor em estágio mais avançado.

González-Nilo, que também desenvolveu em conjunto com o Instituto Nacional do Câncer dos EUA a primeira base de dados das estruturas nanobiotecnológicas, disse que os resultados dessas novas descobertas resultam de um trabalho de pesquisa que começou há dois anos e que serão apresentados neste mês na versão impressa do periódico alemão Analytical and Bioanalytical Chemistry.

O Centro de Bioinformática e Simulação Molecular (CBSM) da Universidade de Talca trabalha em colaboração com centros de pesquisa internacionais, entre eles o brasileiro Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e os americanos National Cancer Institute (NCI) e Beckman Institute.

(Com agência EFE)

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