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Mudança climática ameaça segurança mundial, diz David Attenborough à ONU

Naturalista britânico falou ao Conselho de Segurança da ONU em reunião virtual com 15 representantes de vários países

Por Da Redação Atualizado em 23 fev 2021, 16h41 - Publicado em 23 fev 2021, 15h38

O naturalista britânico David Attenborough, de 94 anos, disse nesta terça-feira, 23, que o futuro da humanidade no planeta Terra será trágico se continuarmos menosprezando os sinais de alerta emitidos pela natureza. Attenborough falou ao ao Conselho de Segurança da ONU, em uma reunião virtual reunindo 15 representantes de vários países, conduzida pelo primeiro-ministro britânico Boris Johnson. Na pauta, os riscos relacionados ao clima para a paz e segurança internacionais.

“Se continuarmos em nosso caminho atual, enfrentaremos o colapso de tudo que nos dá segurança: produção de alimentos, acesso a água doce, temperatura ambiente habitável e cadeias alimentares oceânicas”, disse Attenborough, prestigiado apresentador e diretor de programas sobre história natural para a TV britânica, com muitos trabalhos para a BBC, que dirigiu  de 1965 a 1972. “E se o mundo natural não puder mais atender às nossas necessidades mais básicas, grande parte do resto da civilização se desintegrará rapidamente.”

As Nações Unidas organizarão em novembro uma nova cúpula sobre clima em Glasgow, na Escócia. Será o encontro mais importante desde o Acordo de Paris, em 2015, quando quase 200 países se comprometeram a conter o aumento das temperaturas com rapidez suficiente para evitar mudanças catastróficas. Novembro serve como um prazo para os países se comprometerem com cortes mais profundos de emissões.

O Acordo de Paris tem como objetivo diminuir o aumento da temperatura mundial para “bem abaixo” de 2°C, o mais próximo possível de 1,5°C, para evitar os impactos mais devastadores das mudanças climáticas.

O Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, pressionou os países, empresas, cidades e instituições financeiras a assumirem compromissos ambiciosos para reduzir as emissões globais. A China e os Estados Unidos são os maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa.

“Ainda temos um longo caminho a percorrer e esperamos que os principais emissores deem o exemplo nos próximos meses”, disse Guterres ao conselho. “Este é um teste de credibilidade de seu compromisso com as pessoas e o planeta. É a única maneira de mantermos a meta de 1,5°C ao nosso alcance.”

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