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Missão de mais de um ano preparará astronautas para viagens longas

Astronautas americano e russo passarão mais de um ano na Estação Espacial Internacional (ISS) para reunir experiência para possíveis missões para Marte

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h24 - Publicado em 6 dez 2012, 12h43

Dois astronautas devem iniciar em 2015 uma estadia de mais de um ano a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), em uma missão com o objetivo de acumular a experiência necessária para viagens mais longas no futuro, como até Marte. O anúncio havia sido realizado no mês passado pelas agências espaciais dos Estados Unidos e da Rússia, Nasa e Roscosmos, respectivamente. Nesta quarta-feira, ambas realizaram uma coletiva de imprensa com mais detalhes sobre a missão. Os astronautas escolhidos para a empreitada foram o americano Scott Kelly e o russo Mikhail Kornienko.

As agências espaciais de ambos os países querem entender melhor os possíveis efeitos na saúde que podem ser causados por longos períodos no espaço. “Um aspecto importante é o estudo da forma como o corpo humano se adapta à microgravidade e se mantém saudável”, afirmou Michael Suffredini, gerente de programa da ISS. Por isso, durante a missão, haverá um acompanhamento detalhado sobre os efeitos da microgravidade na massa muscular, na visão e na densidade dos ossos de Kelly e Kornienko.

A ISS, um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 15 países, orbita a cerca de 385 quilômetros da Terra a uma velocidade de 27.000 quilômetros por hora. Scott Kelly tem 48 anos e é capitão da marinha americana. Ele realizou sua primeira viagem espacial em 1999 e esteve em duas expedições na ISS. Já o russo Mikhail Kornienko, 52 anos, esteve na ISS em 2010 e passou 176 dias no espaço.

Recordes – Será a primeira vez que um americano passará mais do que sete meses no espaço. Os russos, por outro lado, têm mais experiência no assunto. Quatro cosmonautas já permaneceram mais do que 12 meses em órbita, todos na antiga estação Mir. O recorde é de Valeri Polyakov, que em uma missão iniciada em janeiro de 1994 ficou 437 dias na estação espacial do seu país. De acordo com Igor Ushakov, diretor do Instituto de Problemas Biológicos de Moscou, todos estão vivos e bem de saúde. No entanto, a última viagem do gênero ocorreu há mais de uma década. “A comunidade espacial russa pensou por muito tempo sobre as missões de duração mais prolongada”, disse Serguei Krasnov, diretor do Departamento de Programas de Piloto Espacial da Roscosmos. “Gostaríamos de retomar essa experiência.”

(Com agência EFE)

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