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Marca em fóssil revela casos de violência entre os primeiros Homo sapiens

O estudo também conseguiu identificar cáries nos dentes dos vestígios humanos

Por Gabriel Bussolotti Silveira 10 jul 2026, 17h51 | Atualizado em 10 jul 2026, 17h52
Marca em fóssil revela casos de violência entre os primeiros Homo sapiens Priorizar nos meus resultados Google

Um grupo de cientistas identificou uma marca de 9 milímetros na mandíbula de um fóssil e a descoberta revela casos de violência entre os primeiros Homo sapiens, segundo pesquisa publicada no dia 30 de junho na revista Scientific Reports

A lesão foi detectada no Qafzeh 25, um vestígio de hominídeo encontrado na caverna de Qafzeh, em Israel. O sítio arqueológico fica na Baixa Galiléia, próximo a Nazaré, e foi ocupado há aproximadamente 92.000 e 145.000 anos. O local reúne restos mortais de 27 indivíduos do Paleolítico Médio.

De acordo com estudo liderado pelo Centro Nacional de Pesquisa para a Evolução Humana (CENIEH), em parceria com pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, a lesão, por conta de seu formato e profundidade, foi causada pelo impacto de um objeto pontiagudo. Em razão disso, a hipótese dos pesquisadores é de que tenha sido uma violência interpessoal. Nesse sentido, a marca se tornaria a evidência mais antiga já identificada de um trauma causado por um conflito de Homo sapiens.

O golpe teria atingido a mandíbula esquerda e um dos pré-molares inferiores. Através de exames por microtomografia computadorizada de alta resolução, os cientistas presumiram que o indivíduo sobreviveu por um grande período após o ferimento. Ainda assim, por conta da raridade de lesões desse tipo em fósseis do Paleolítico Médio, a marca no crânio pode ter sido gerada por um acidente. A título de exemplo, apenas um caso de violência interpessoal foi descrito em vestígios dos primeiros Homo sapiens.

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Além da lesão, os pesquisadores identificaram cáries no Qafzeh 25. Esse foi considerado o primeiro registro de alterações dentárias desse tipo nos fósseis da caverna de Qafzeh. O estudo também detectou que o corpo foi enterrado pouco tempo após a morte. Entre as evidências que confirmam essa hipótese estão a ausência de marcas de dentes de carnívoros, a exposição prolongada ao ambiente e danos provocados por raízes.

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