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Manifestações pela água vão aumentar, alerta Fórum Alternativo

As manifestações pelo direito à água, como aquelas já registradas em vários países latino-americanos, aumentarão, devido à pressão sobre a água doce e as privatizações, previu nesta quinta-feira, em Marselha, um dos organizadores do Fórum Alternativo Mundial da Água.

“Cada vez são registradas mais mobilizações sociais pela água e isto vai continuar, enquanto prosseguir a tendência de considerar a água como uma mercadoria”, disse à AFP Jacques Cambon, organizador do Fórum Alternativo (FAME), celebrado paralelamente ao Fórum Mundial da Água, que se reúne a cada três anos.

O encarregado lembrou que o maior movimento pela Água foi registrado em Cochabamba, na Bolívia.

“Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas expressar seu descontentamento pelo aumento das tarifas da água potável”, impostas pela poderosa empresa americana Bechtel e “conseguiram paralisar a cidade”, disse.

Cambon, que é membro da Aquattac – uma associação que reúne todos os grupos europeus do movimento altermundialista ATTAC que trabalham “para conseguir um acesso justo e equitativo” à água -, citou ainda o caso da Argentina e as mobilizações pela água celebradas recentemente na Espanha.

Nesta quinta-feira em Marselha, um grupo de ativistas das organizações Ecologistas em Ação e Engenheiros sem Fronteiras organizaram um protesto contra a transnacional de águas francesa Suez, proprietária de 75% da Sociedade Geral de Águas de Barcelona (Agbar), denunciando que a tarifa cobrada é “ilegal” e que a “qualidade da água fornecida é ruim”.

Fantasiados de palhaços e tocando um trombone, os ativistas levaram uma carta à sede da empresa francesa, na qual afirmaram que a Suez carece de um “contrato de concessão” para o abastecimento de água em Barcelona.