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‘Lua Azul’ pode ser vista nesta sexta

Expressão indica a ocorrência de duas luas cheias no mesmo mês. Mas o fenômeno não altera a cor do satélite

Nesta sexta-feira, amantes do céu poderão observar a ‘Lua Azul’, no horário de Brasília, a partir das 18h14, em um fenômeno que acontece a cada dois anos e sete meses. Apesar de ter esse nome, o satélite não muda de cor. A expressão apenas faz alusão ao acontecimento de uma segunda lua cheia em um mês – a primeira de julho foi vista no dia 2.

Na verdade, a ‘Lua Azul’ não pode ser considerada como um evento astronômico, já que ela só acontece devido à ausência de sincronia entre o calendário de fases da Lua, que dura 29,5 dias, e o calendário gregoriano, que possui meses de 30 e 31 dias – com exceção de fevereiro -, adotado na maioria dos países.

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Independente disso, o fenômeno é considerado “muito importante” para os astrólogos. Para eles, a segunda lua cheia de um mês é um ótimo momento para definir os destinos de todos os signos do zodíaco, já que assinala um período de grandes mudanças e reviravoltas.

Apesar de parecer impossível, a lua já até ficou azul algumas vezes por causa de vulcões em erupção ou incêndios em florestas, pois a poeira e a fumaça “filtram” a luz vinda do satélite, causando a aparência azulada. Um episódio muito famoso desse acontecimento é a explosão do vulcão Krakatoa, na Indonésia, em 1883. Mas tudo isso em nada tem a ver com o fenômeno conhecido como “lua azul”.

A ‘Lua Azul’ também virou expressão popular. Nos países de língua inglesa, é comum usar o ditado “once in a blue moon” (“uma vez a cada lua azul”). Essa locução equivale ao termo brasileiro “só no dia de São Nunca”. Mas o fenômeno contradiz o vocábulo, pois não é tão raro assim. O último foi em 31 de agosto de 2012. Caso não consiga visualizá-la amanhã, a próxima estará no céu em 31 de janeiro de 2018.

Nome incorreto – A nomenclatura nasceu em 1946, por causa de um erro de um astrônomo amador, e é famosa até hoje. Além disso, a expressão ‘Lua Azul’ que, no século XVI, era sinônimo de exagero, já era utilizada para descrever outro fenômeno: os anos tropicais que possuem 13 luas cheias e, por isso, uma das estações do ano tem quatro luas cheias, ao invés de apenas três.

(Da redação)