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Livro infantil revela segredos dos dinossauros brasileiros

Em 'Dinos do Brasil', Luiz Eduardo Anelli, professor e pesquisador do Instituto de Geociências da USP, detalha as características mais interessantes dos dinossauros brasileiros e as curiosidades de cada um

Por Jones Rossi Atualizado em 6 Maio 2016, 16h58 - Publicado em 10 out 2011, 07h48

Dinos do Brasil (Editora Peirópolis, 84 páginas, 49 reais), de Luiz Eduardo Anelli, professor e pesquisador do Instituto de de Geociências da USP, é um livro claramente voltado para crianças e adolescentes: textos leves e enxutos, muitas figuras (feitas pelo paleoartista Felipe Alves Elias) e conceitos explicados de maneira simples. É precipitado, porém, descartá-lo como leitura de adultos. Só quem for capaz de citar o nome de pelo menos um dinossauro brasileiro pode esnobar a obra.

“Tanto faz se as minhas palestras são para crianças do primário ou universitários estudantes de biologia”, conta Anelli. “Quando peço para mencionarem o nome de algum dinossauro, as respostas são sempre as mesmas: tiranossauro, tricerátops, brontossauro… Nenhum brasileiro.” De fato, qualquer criança está mais familiarizada com Tiranossauros rex do que o genuinamente brasileiro e mineiro Tapuiassauro (veja lista abaixo), batizado em homenagem aos índios tapuias.

Biblioteca

capa

O livro Dinos do Brasil lista todos os dinossauros brasileiros, com fichas técnicas detalhando o significado dos nomes, onde e quando foram encontrados, a idade de cada um e o tamanho. O livro é uma versão para crianças do livro O Guia Completo dos Dinossauros Brasileiros.

Autor: ANELLI, LUIZ

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Editora: PEIRÓPOLIS

São 23 os dinossauros brasileiros conhecidos, ou seja, cujos fósseis foram encontrados em território nacional e a partir dos quais foi possível estabelecer a qual espécie pertenciam. Nossos vizinhos argentinos tem cerca de 120 espécies.

A diferença deve-se, segundo Anelli, a uma mudança na configuração do planeta, por volta de 145 milhões de anos atrás, no período Cretáceo. Antes dessa época, o Brasil tinha um clima semiárido e era bastante seco. A Argentina, por sua vez, era cheia de florestas e cortada por rios. Após o Cretáceo, a situação se inverteu.

Como resultado, os fósseis dos dinossauros argentinos ficaram expostos em rochas de fácil acesso aos paleontólogos. No Brasil, os vestígios foram encobertos por florestas e sedimentos. Enquanto na Argentina é quase certo achar algo nas montanhas, aqui os cientistas mal sabem por onde começar a procura. “Não é à toa que a maioria dos dinossauros brasileiros foram encontrados ao acaso, por pessoas comuns”, afirma.

No livro, Anelli conta, por exemplo, a história por trás do nome do Irritator, uma vítima das mãos leigas. O dinossauro foi batizado assim porque os trabalhadores da pedreira onde ele foi encontrado, no Ceará, mudaram o formato dos ossos para deixá-los mais bonitos. Isso quase arruinou todo o trabalho dos paleontólogos.

Os achados brasileiros, porém, são muito importantes. “Temos algumas das espécies de dinossauros mais antigos do mundo, do período Triássico (entre 245 e 199 milhões de anos atrás). No resto do mundo, são encontrados mais dinossauros do período Cretáceo. Podemos dizer que temos as primeiras páginas dessa história colossal.”

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