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Japoneses apresentam smartphone capaz de medir radiação

Aparelho será vendido a partir de julho pela operadora Softbank

A operadora de telefonia móvel japonesa Softbank apresentou nesta terça-feira um smartphone que pode medir a radioatividade no ar, em resposta à crescente preocupação dos consumidores japoneses sobre os níveis de radiação após o desastre nuclear ocorrido no ano passado na central de Fukushima.

O novo modelo conta com um sensor que permite aos usuários, simplesmente apertando um botão, saber o nível de radiação ao qual estão expostos.

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SIEVERT

Sievert (Sv) é uma unidade para medir os efeitos biológicos da radiação – os efeitos físicos são mensurados por outra unidade, chamada gray (Gy). A dose de radiação no tecido humano, em Sv, é encontrada pela multiplicação da dose medida em gray por outros fatores que dependem do tipo de radiação, parte do corpo atingida, tempo, intensidade de exposição e outros fatores. O nome da unidade é uma homenagem ao médico sueco Rolf Maximilian Sievert, pioneiro na medição das doses de radiação para o tratamento do câncer.

O telefone, que será vendido a partir de julho, também pode manter um registro da exposição em cada local onde o aparelho esteve, disse a Softbank em um comunicado, assegurando que pode detectar raios gama em um espectro de 0.05 a 9.99 microsieverts por hora.

O homem está exposto continuamente à radiação de fontes naturais por causa de gases radioativos presentes na atmosfera. A dose média de radiação natural é de 2.400 microsieverts por ano. Para efeito de comparação, logo após o acidente de Fukushima no ano passado, o governo informou que o nível de radiação próximo a região mais atingida alcançou 600 microsieverts por hora.

Outros modelos – A principal operadora do Japão, NTT DoCoMo, mostrou no último ano em um salão de tecnologia um smartphone com um forro capaz de medir os níveis de radiação. Na época, a DoCoMo disse que ainda não sabia quando ele seria lançado comercialmente.

Malefícios – Muita gente está preocupada no Japão com os níveis de radiação após o terremoto de 9 graus e o tsunami de março de 2011, que provocaram a pior crise nuclear dos últimos anos na central nuclear de Fukushima.

Quanto maior a exposição à radiação, maior a chance de uma pessoa desenvolver câncer e outras doenças como anemia, pneumonia e falência do sistema imunológico. A radiação pode alterar o material genético das células, provocando seu crescimento desordenado.

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(Com Agência France-Presse)