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Índia testa foguete com módulo para astronautas

Novo veículo abre caminho para primeira viagem tripulada indiana ao espaço

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h07 - Publicado em 18 dez 2014, 17h51

A Índia testou com sucesso nesta quinta-feira o maior foguete desenvolvido até agora no país, com 4 toneladas de carga e um módulo para astronautas. O lançamento abre caminho para a primeira viagem tripulada indiana ao espaço, informaram fontes oficiais.

O foguete GSLV MK-III, de 630 toneladas e 42,4 metros de comprimento, começou seu voo às 9h30 locais (2 horas em Brasília) no Centro Espacial Satish Dhawan, em Sriharikota, no Estado de Andhra Pradesh, sul do país. As emissoras locais de televisão mostraram como o foguete se elevou rumo ao espaço em uma nuvem de fumaça, enquanto os cientistas da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (Isro, na sigla em inglês) comemoravam efusivamente.

“É um dia muito significativo na história espacial da Índia”, disse o presidente da Isro, K. Radhakrishnan, em discurso transmitido pela emissora NDTV. O primeiro dos objetivos da missão era testar o voo do foguete com 4 toneladas de carga, o que duplica a capacidade de transporte atual e permitirá colocar em órbita satélites mais pesados.

O segundo objetivo era estudar os detalhes de uma hipotética reentrada na Terra do módulo para astronautas, que tem o tamanho de um “pequeno quarto” e pode acolher duas ou três pessoas, e sua aterrissagem com um paraquedas. Porta-vozes do Isro afirmaram que a cápsula “caiu de maneira segura” na baía de Bengala, perto das ilhas Andamão e Nicobar após se desprender do foguete.

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O primeiro-ministro do país, Narendra Modi, parabenizou os cientistas pelo êxito da missão. “O bem-sucedido lançamento do GSLV MK-III é outro triunfo do brilhantismo e dos duros esforços de nossos cientistas. Parabéns por seus esforços”, tuitou o chefe de governo.

A Índia comemorou em 2012 os 50 anos do início de seu programa espacial. O país asiático colocou em setembro a sonda Mangalyaan na órbita do planeta Marte, um feito tecnológico que não foi alcançado por nenhum outro país asiático e apenas foi conseguido por Estados Unidos, Rússia e Europa.

A Isro, que conta com 16.000 cientistas e um orçamento de 1 bilhão de dólares, põe em órbita satélites estrangeiros desde 1999.

(Com Agência EFE)

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