Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Humanos já fabricavam colchões há 77.000 anos

Escavações encontraram restos vegetais que podem ter servido como proteção de mosquitos e outros insetos na hora de dormir. Os dados indicam que a prática ocorria 50.000 anos antes do que se pensava

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h51 - Publicado em 9 dez 2011, 10h29

Humanos primitivos da África do Sul já fabricavam colchões à base de erva e plantas medicinais há 77.000 anos, 50.000 anos antes do que se achava. O estudo, realizado por uma equipe internacional de cientistas, foi divulgado nesta sexta-feira na revista Science.

KwaZulu-Natal

[googlemaps http://maps.google.com/maps/ms?msa=0&msid=209053362645598055467.0004b3a887fb5e92376ec&ie=UTF8&t=m&vpsrc=6&ll=-23.885838,28.652344&spn=42.142539,54.316406&z=3&output=embed&w=100%&h=480%5D

Desde 1994, KwaZulu-Natal é uma província na região sudeste da África do Sul. É o lar da nação zulu, o maior grupo étnico do país. Na década de 1930, a parte norte de KwaZulu-Natal percencia ao Reino Zulu. A parte sul pertencia a fazendeiros alemães e se chamava Natalia. A região possui 10 milhões de habitantes, 80% dos quais, falam o idioma zulu.

Restos vegetais foram descobertos em escavações da caverna de Sibudu, na província sul-africana de KwaZulu-Natal, pela equipe comandada pelo professor Lyn Wadley, da Universidade de Witwatersrand (África do Sul). Segundo os pesquisadores, os restos são 50.000 anos mais antigos que outros exemplos conhecidos. Eles coincidem com outros comportamentos que introduziram o homem moderno na vida cotidiana, como o uso de conchas e ferramentas a base de pedras.

Continua após a publicidade

Os especialistas destacaram que modificar o espaço onde se vive, incluindo o ambiente do dormitório, é um aspecto importante do comportamento e da cultura humana. Por isso, os achados apresentam informações que eles consideram ‘fascinantes’ sobre os primeiros humanos modernos no sul da África.

Escavações – Em 1998, a equipe do professor Wadley encontrou um material com pelo menos 15 camadas diferentes que continham restos vegetais. Os cientistas confirmaram que a descoberta se tratava de camadas compactadas de erva e de outras plantas que poderiam ter servido aos primitivos para se protegerem de mosquitos e outros insetos.

A botânica Marion Bamford, da Universidade de Witwatersrand, uma das autoras do estudo, disse: “A seleção dessas folhas para a fabricação do colchão indica que os primeiros habitantes de Sibudu tiveram um bom conhecimento das plantas que rodeavam sua caverna e seu uso medicinal”.

Os pesquisadores acreditam que os habitantes da caverna usavam as plantas não só para dormir, mas também para trabalhar sobre elas. Uma análise microscópica revelou ainda que há cerca de 73.000 anos eles começaram a queimar as camas periodicamente, “provavelmente como uma forma de se desfazer de pragas”, destaca outro autor do estudo, Christopher Miller, professor de Geoarqueologia da Universidade de Tubingen (Alemanha).

(Com agência EFE)

Continua após a publicidade

Publicidade