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Grupo simula um ano de sobrevivência em Marte… no Havaí

Experimento da Nasa que se encerrou nesta semana simula as condições do planeta e foi o mais longo feito até o momento. Grupo tomou um banho por mês

Por Da redação
Atualizado em 1 set 2016, 18h33 - Publicado em 1 set 2016, 18h31

Por um ano, seis pessoas viveram isoladas em uma encosta árida ao Norte do vulcão Mauna Loa, no Havaí. Sua casa era um pequeno domo tecnológico de 11 metros de diâmetro e seis de altura, semelhante ao que astronautas irão usar na futura colonização de Marte. A missão, chamada Hi-Seas (sigla para Hawaii Space Exploration Analogue and Simulation, em inglês), da Nasa, simulava a possibilidade de morar em Marte e vai estudar os efeitos psicológicos de voos espaciais de longa duração. Nesta semana, ao fim do mais longo experimento desse tipo, o francês Cyprien Verseux, um dos integrantes submetidos às difíceis condições, afirmou: “A missão para Marte no futuro próximo é realista.”

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A agência espacial americana pretende estabelecer, nas próximas décadas, colônias no planeta que sejam independentes da Terra. Para isso, em conjunto com a Universidade do Havaí, estuda de que forma cenários de isolamento de longo prazo funcionariam na Terra, por meio do programa Hi-Seas, que começou a operar em 2012. Antes da missão que se encerrou nesta semana, três outras foram feitas, duas com quatro meses de duração e outra com oito.

Dessa vez, os membros da equipe podiam se aventurar do lado de fora do domo apenas em trajes espaciais. Tomaram doze banhos por ano – no máximo. Homens e mulheres tinham seus próprios quartos, pequenos, mas com espaço para camas dobráveis e mesas. Eles passaram os dias à base de alimentos como queijo em pó e atum enlatado. A cúpula onde moravam tinha banheiros e chuveiros que funcionavam a base de compostagem, e era alimentada por energia solar. O acesso à internet era limitado.

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Ao final da missão, a conclusão do grupo foi que vencer a monotonia do lugar foi a parte mais difícil. Além disso, o isolamento e a falta de alimentos frescos e de ar foram também grandes desafios. “Mas acredito que os problemas técnicos e psicológicos podem ser superados”, disse Verseux.

Água em Marte

Em entrevistas, os seis integrantes do experimento se mostraram otimistas a uma futura viagem à Marte, mas fizeram referências às brigas e ao cansaço de ver as mesmas pessoas o tempo inteiro. Aconselharam os próximos voluntários (ou astronautas a uma futura missão para o planeta): “Levem livros”.

O americano Tristan Bassingthwaighte, também integrante da missão, disse que os membros da equipe se envolveram em hobbies como dançar salsa e tocar ukelelê para afastar o tédio e não “ficarem loucos”.

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Christiane Heinicke, da Alemanha, disse que seu principal experimento foi extrair água do solo, acrescentando que a composição mineral do solo vulcânico do Mauna Loa é muito similar à do solo marciano.

“Você realmente pode obter água de um terreno que é aparentemente seco”, disse Heinicke. “Ou seja, é possível obter água também em Marte”.

Mais duas missões Hi-Seas estão previstas para 2017 e 2018. Ambas deverão durar oito meses cada, e os organizadores já estão à procura de voluntários.

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