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Furacão em Saturno tem olho com mais de 2.000 quilômetros de diâmetro

Olho do furacão saturnino é 20 vezes maior que os equivalentes terrestres, com ventos quatro vezes mais rápidos

A Nasa divulgou nesta segunda-feira imagens de um enorme furacão no Polo Norte de Saturno, feitas pela sonda Cassini em novembro de 2012. Os cientistas estimam que o olho do furacão (área ao redor do centro) tenha cerca de 2.000 quilômetros de diâmetro, 20 vezes maior do que a média dos furacões terrestres.

Além de ser maior do que os furacões da Terra, o fenômeno de Saturno é também muito mais rápido. O vento na parede do olho do furacão sopra a 620 quilômetros por hora, quatro vezes mais rápido do que seus equivalentes terrestres.

Ao contrário dos furacões terrestres, que ocorrem sobre o oceano e tiram sua força das águas aquecidas, o furacão de Saturno se sustenta apenas a partir de vapor d’água. Os pesquisadores acreditam que entender as semelhanças e diferenças entre os furacões aumente o conhecimento sobre o fenômeno na Terra.

Visibilidade – Diferentemente dos furacões da Terra, que tendem a se mover em direção ao norte, o de Saturno está parado no Polo Norte do planeta. Os cientistas acreditam que o furacão deva existir há anos.

A última vez que o Polo Norte do planeta havia sido fotografado sob a luz do sol foi em 1981, pela sonda Voyager 2, mas o ângulo de observação não permitiu uma visualização detalhada. Quando a sonda Cassini se aproximou do planeta, em 2004, o Polo Norte de Saturno estava no meio do inverno, escuro demais para que fosse captada uma foto dentro do espectro da luz visível. A luz do Sol só atingiu o hemisfério norte do planeta em agosto de 2009.

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NASA/JPL-Caltech/SSI

Furacão em Saturno com cores reais

Furacão em Saturno com cores reais (/)

Imagem mais distante do furacão de Saturno, com cores reais

Mudança de trajetória – Para que o furacão pudesse ser observado de forma mais detalhada, foi preciso realizar uma mudança de ângulo na trajetória da sonda Cassini ao redor de Saturno.

Mudanças na órbita da sonda Cassini acontecem apenas algumas vezes ao longo dos anos, pois a trajetória requer um planejamento cuidadoso, com anos de antecedência, para garantir que a sonda tenha propulsão o suficiente para seus destinos futuros.

A Nasa divulgou uma imagem em cores naturais do furacão e duas imagens coloridas artificialmente. Nessas imagens, o olho do furacão aparece em vermelho, enquanto as nuvens ao redor, que ficam mais acima, são verdes. A imagem foi captada com o uso de um filtro que detecta sutilezas de comprimentos de onda da luz infravermelha.