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Fukushima enfrenta dificuldades para liberar água contaminada no mar

Na próxima semana, missão formada por cientistas da Agência Internacional de Energia Atômica visitará a usina no Japão, para revisar planos

Por Alessandro Giannini Atualizado em 7 fev 2022, 19h16 - Publicado em 7 fev 2022, 19h01

Em 2011, um tsunami atingiu a usina de Fukushima, no Japão, provocando o colapso de três reatores e a liberação de grandes quantidades de radiação. A água usada para resfriar os núcleos dos reatores vazou. Hoje, um milhão de toneladas do líquido está armazenado em cerca de mil tanques na usina, sendo que os depósitos devem atingir sua capacidade total ainda este ano. Em meio a protestos e ações na Justiça, uma equipe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) visitará a planta na próxima semana para revisar os planos de liberação dessa carga no mar. Cerca de 15 especialistas se reunirão com autoridades do governo e de serviços públicos durante a missão de 14 a 18 de fevereiro..

No ano passado, o governo japonês e a Tokyo Electric Power Company Holdings anunciaram planos para começar a liberar gradualmente a água contaminada em 2023, após tratamento e diluição adicionais. A carga precisa ser removida para permitir o descomissionamento da usina. A capacidade total dos tanques é de 1,37 milhão de toneladas e está chegando ao seu limite. O projeto foi contestado por pescadores, moradores locais e vizinhos do Japão, incluindo China e Coreia do Sul.

Por isso, o Japão foi buscar a assistência da AIEA. Assim, garante que a liberação atenda aos padrões internacionais de segurança e tenta ganhar a confiança de outros países. A equipe deve incluir vários funcionários da agência e um especialista de cada um dos 11 países próximos. Autoridades japonesas dizem que a única opção realista é liberar lentamente a água contaminada, diluída com água do mar, no oceano. Espera-se que a descarga leve décadas para ser concluída. Autoridades dizem que todos os isótopos selecionados para tratamento podem ser reduzidos a níveis baixos — exceto o trítio, inseparável da água, mas inofensivo em pequenas quantidades.

A missão da AIEA estava programada para dezembro, mas foi adiada devido ao aumento da variante Ômicron do coronavírus no mundo. Após extenso trabalho de descontaminação, autoridades dizem que agora é seguro morar nas áreas ao redor da usina de Fukushima, exceto em locais muito próximo. A demora em recuperar as indústrias agrícolas e pesqueiras locais foi atribuída à desinformação.

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