Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Fêmea grávida de espécie rara de tubarão é encontrada nas Filipinas

O tubarão-boca-grande só foi visto 60 vezes desde que foi descoberto, na década de 1970

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 6 dez 2023, 19h14 - Publicado em 6 dez 2023, 18h00

Um animal estranho e dócil ocupa as águas profundas do oceano. Conhecido pela sua boca larga e circular, o tubarão-boca-grande é muito raramente encontrado por seres humanos. Moradores das Filipinas, no entanto, tiveram a sorte de se deparar com um desses animais — e algo tornou esse evento ainda mais excepcional: a fêmea estava grávida. 

O caso ocorreu em 14 de novembro, na província de Aurora, quando o animal de 5,6 metros de comprimento e uma boca que media 1,3 metro foi encontrado atolado na areia. A fêmea estava acompanhada por um filhote e carregava outros seis em seu ventre. 

O que esse evento traz de novidade?

Uma fêmea grávida dessa espécie nunca foi encontrada anteriormente e, por isso, o fenômeno é um prato cheio para os cientistas. Entre as principais descobertas está o fato de que o tubarão-boca-grande é ovivíparo — ou seja, os filhotes se desenvolvem em ovos e eclodem dentro do útero da fêmea, que posteriormente os dá à luz. 

RARIDADE - Uma fêmea e sete filhotes: seis das proles ainda não haviam nascido
RARIDADE – Uma fêmea e sete filhotes: seis das proles ainda não haviam nascido (Annabelle Lapitan/NMP Zoology/Facebook/Divulgação)

A raridade é inerente a essa espécie. Apesar de estar entre os maiores tubarões do oceano, foi visto apenas cerca de 60 vezes desde a sua descoberta, em 1976 — as Filipinas são o segundo lugar com mais registros, depois apenas de Taiwan. Curiosamente, a maioria dos encontros se dá porque esses animais são estranhamente atraídos por redes de pesca, onde ficam presos e são capturados. 

Continua após a publicidade

O número de indivíduos ou o status de conservação são desconhecidos. Isso acontece porque, mesmo que subam à superfície eventualmente, costumam passar a maior parte do tempo no oceano profundo, a até 4.600 metros de profundidade, onde filtram a água para se alimentar. 

Até agora, muitos especialistas acreditavam que o animal se desenvolvia no útero da mãe independentemente de uma placenta e que, durante esse período, se alimentava de óvulos não fecundados. O encontro não apenas revelou que o animal é ovivíparo, mas também sugeriu que gera muito menos filhotes que os outros tubarões, cujas proles podem chegar às centenas. 

O que acontece agora?

Os animais foram resgatados pelo Museu Nacional das Filipinas. Tanto a mãe quanto os filhotes estão sendo submetidos a necrópsia e serão preservados para estudo e exibição. O exame vai ajudar na compreensão da causa da morte e poderá elucidar mais detalhes sobre os hábitos e a fisiologia dessa espécie tão pouco conhecida.  

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.