Clique e assine a partir de 9,90/mês

Farmacêutica americana anuncia anticorpo contra o coronavírus

Em testes em laboratório, foi obtido 100% de sucesso na proteção das células

Por Da Redação - Atualizado em 15 maio 2020, 20h12 - Publicado em 15 maio 2020, 14h54

Em um comunicado, a Sorrent Therapeutics, biofarmacêutica americana, divulgou um estudo preliminar nesta sexta-feira (15) em que descreve ter detectado um anticorpo com “100% de inibição da infecção pelo novo coronavírus de células saudáveis ​​após quatro dias de incubação”.

Chamado de STI-1499, o novo recurso foi capaz de evitar completamente que o vírus infecte as células, em testes realizados in vitro, ou seja, não foi testado em nenhum ser humano.

A iniciativa propõe um tratamento similar ao método de transfusão de plasma estudado por diferentes centros de pesquisas e já aprovado para testes clínicos pela Food and Drug Administration (FDA), órgão norte-americano equivalente à Anvisa no Brasil.

Além dos resultados ainda precisarem ser submetidos a revisão de pares para que seja confirmada a descoberta, os pesquisadores planejam iniciar testes clínicos em pacientes infectados e não infectados nos próximos meses. Eles esperam submeter o tratamento para aprovação setembro, data onde outras pesquisas também vão anunciar resultados mais concretos.

Continua após a publicidade

ASSINE VEJA

Covid-19: Amarga realidade As cenas de terror nos hospitais públicos brasileiros e as saídas possíveis para mitigar a crise. Leia nesta edição.
Clique e Assine

“Queremos enfatizar que existe uma cura (para o Covid-19). Existe uma solução que funciona 100%”, disse o fundador e diretor-presidente da Sorrento Therapeutics, Henry Ji, em entrevista ao canal americano Fox News. “Se tivermos o anticorpo neutralizador em nossos corpos, não será previsto distanciamento social. Você pode reabrir a sociedade sem medo”, completou.

Vale a ressalva de que todas as informações acerca de tratamentos contra o coronavírus exigem cautela. Afinal, embora muitas terapias sejam testadas em diversos países, nenhum tratamento reuniu evidências suficientes que comprovem sua eficácia no combate à Covid-19. 

(Com TechCrunch)

Publicidade