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Evolução faz cérebro humano reagir imediatamente à presença de outros animais

Pesquisadores acreditam que mecanismo tenha ajudado os primeiros homens a responderem adequadamente a ameaças ou possíveis fontes de alimento

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 17h01 - Publicado em 30 ago 2011, 22h03

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, descobriram que uma parte específica da amígdala – região do cérebro envolvida com a memória e respostas emocionais de estímulos externos – é ativada nas pessoas pela presença de algum animal. A explicação estaria na necessidade de humanos responderem rapidamente à ameaça ou à comida em tempos remotos. Um artigo sobre o trabalho foi publicado no periódico científico especializado Nature Neuroscience.

Glossário

  1. Amígdala – São duas pequenas regiões do cérebro – uma para cada hemisfério – em formato de amêndoa envolvidas no processamento de emoções (especialmente as emoções relacionadas à sobrevivência, como o medo) e na seleção das memórias que são armazenadas pelo cérebro.

A equipe avaliou 41 pessoas que viviam episódios frequentes de epilepsia. Elas não respondiam ao tratamento com remédios e a cirurgia era a única intervenção capaz de atenuar seus sintomas. Antes que a operação fosse realizada, no entanto, os médicos implantaram eletrodos para mapear as diferentes áreas de atividade neural – uma maneira de saber quais eram as partes do cérebro que precisavam de correção.

Neurônios da amígdala, que está situada no hemisfério direito, foram ativados quando imagens de animais foram mostradas. O mesmo não ocorreu durante a exposição de fotos de pessoas ou outros objetos. Além disso, a resposta não variou de acordo com o tamanho ou suposta agressividade do animal. Em outras palavras: tanto um pequeno coelho peludo quanto uma onça desencadeiam um mesmo processo no cérebro humano. Com a ajuda de ressonâncias magnéticas, os resultados foram confirmados em pessoas sem epilepsia.

Os pesquisadores, liderados pelo neurocientista Florian Mormann, acreditam que o mecanismo tenha ajudado humanos há muitos anos, quando a sobrevivência dependia de respostas muito rápidas ao meio hostil. Dessa forma, uma região específica do cérebro teria evoluído para lidar com situações perigosas – ou extremamente importantes – independentemente, deixando o resto do órgão ‘livre’ para processar as demais informações.

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