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EUA testam avião mais rápido do mundo – e perdem contato

Criado pela Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa dos EUA, avião pode alcançar uma velocidade 17 vezes maior que a do som. Dados preliminares indicam que aeronave caiu no Oceano Pacífico

O voo experimental realizado nesta quinta-feira com um protótipo do Falcon HTV-2 (HTV significa Hypersonic Technology Vehicle), a aeronave mais rápida até hoje construída, não teve o final esperado: o contato com o Pentágono foi perdido poucos minutos após o avião começar a sobrevoar o Oceano Pacífico.

Até o incidente acontecer, a Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa dos Estados Unidos (Darpa) retransmitia em tempo real o segundo e último teste pelo Twitter. A última atualização afirmava que a aeronave, que não é tripulada, tem capacidade para concluir o voo de maneira autônoma. Dados preliminares indicam que o avião caiu no Oceano Pacífico em algum ponto do percurso planejado.

Qualquer destino em menos de uma hora – O Falcon HTV-2 pode alcançar a velocidade de 20.921 quilômetros por hora, 17 vezes a do som. Foi elaborado em 2003, como resultado de um projeto do Pentágono para criar uma aeronave que pudesse chegar a qualquer parte do mundo em menos de uma hora (ele pode fazer o trajeto entre Los Angeles e Nova York em 12 minutos, enquanto um voo comercial leva seis horas) e suportar temperaturas de quase 2.000 graus Celsius.

Em abril do ano passado, a aeronave já havia passado por um teste, também frustrante: a missão foi abortada nove minutos depois da decolagem em função de uma anomalia técnica detectada durante o lançamento. Após a tentativa, os engenheiros modificaram o desenho e padrões de voo.

Antes de ser testada no ar, a aeronave também foi avaliada em simulações computacionais e túneis de vento. Mas apenas condições reais de voo podem garantir que ele suporte as altas velocidades e temperaturas para as quais está programado. Os dois experimentos realizados até agora tiveram um custo de 308 milhões de dólares, segundo dados da própria Darpa.

(com agência EFE)