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EUA limitam uso de chimpanzés em pesquisas científicas

Apenas determinados tipos de estudos poderão utilizar os animais

Os Institutos Nacionais de Saúde (NHI) dos Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que limitarão o uso de chimpanzés em pesquisas biomédicas, revisarão os atuais projetos e cancelarão temporariamente as bolsas de estudos de estudos que incluam primatas.

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Saiba mais sobre as pesquisas científicas que usam animais

O diretor do NIH, Francis Collins, destacou os benefícios científicos da pesquisa médica com animais e ressaltou que o uso de chimpanzés já estava restrito, mas assinalou que os novos métodos permitem alternativas.

O NIH encomendou em 2010 um estudo do Instituto de Medicina sobre a necessidade de utilizar chimpanzés para a pesquisa biomédica e como trabalhar com eles, que concluiu que “embora o chimpanzé seja um modelo animal útil em pesquisas anteriores, seu uso para a pesquisa biomédica é desnecessário.”

Ética – O Instituto considerou que só se deve recorrer a esses animais no caso de os conhecimentos que resultem da investigação serem necessários para melhorar a saúde dos cidadãos e não haja nenhum outro método pelo qual adquirir esses conhecimentos. Também é necessário que a pesquisa não possa ser desenvolvida de forma ética em humanos. Além disso, os animais utilizados deverão ser mantidos em ambientes adequados.

O comitê também concluiu que poderiam continuar as pesquisas com chimpanzés relacionadas com tratamentos de anticorpos monoclonais, genômica comparativa e estudos não-invasivos de fatores sociais e de comportamento que afetam o desenvolvimento, a prevenção e o tratamento de doenças. No entanto, não pôde chegar a um consenso sobre a necessidade dos chimpanzés para o desenvolvimento da vacina contra o vírus da hepatite C profilática.

Collins frisou que o NIH aceitará as recomendações do comitê, suspenderá temporariamente as bolsas de estudos às pesquisas que envolvam o uso de chimpanzés e encarregará um grupo de trabalho da análise dos projetos atuais.

“Os chimpanzés são nossos parentes mais próximos no reino animal e proporcionam informação excepcional na biologia humana, por isso é necessário uma especial consideração e respeito”, comentou.

(Com Agência EFE)