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Estudo: Trabalhos que exigem mais do cérebro têm menor risco de demência

Trabalho relaciona ainda o desenvolvimento de demência com a queda nos níveis de três proteínas no organismo

Por Sabrina Brito 6 set 2021, 22h08

Uma nova pesquisa da University College London apontou que empregos que exigem mais do indivíduo mentalmente estão relacionados a um menor risco de demência durante a velhice. O levantamento se baseou na análise de sete estudos conduzidos no Reino Unido e em outros países, envolvendo mais de cem mil pessoas.

De acordo com a investigação dos cientistas, foi descoberto que profissões que demandam maiores estímulos mentais possuem chances menores de desenvolver demência do que profissões pouco exigentes. O risco diminuído de demência estava relacionado a níveis baixos de alguns compostos, como as proteínas SLIT2, CHSTC e AMD. Segundo os pesquisadores, a relação era ainda mais estreita quando a demência em questão era o mal de Alzheimer.

Uma hipótese elaborada no estudo, portanto, é a de que a queda nas taxas dessas proteínas possa impedir os neurônios de formarem novas conexões. Dessa forma, o funcionamento cerebral a longo prazo estaria prejudicado, possibilitando o desenvolvimento de demências.

A pesquisa pode ser importante para reforçar a relevância de praticar exercícios mentais e de se continuar desafiando a mente. Já se sabe, por exemplo, que hobbies que estimulem o cérebro podem trazer muitos benefícios a longo prazo. Agora, o novo levantamento reforça as vantagens de se conviver com esse tipo de fomento à atividade cerebral.

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