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Estudo sugere que as mulheres dirigem melhor que os homens

Os homens não são apenas mais perigosos como motoristas, mas também mais propensos a se machucar como pedestres

Por The New York Times - Atualizado em 6 maio 2016, 17h15 - Publicado em 18 ago 2010, 17h14

Considere essas situações hipotéticas e identifique o motorista: homem ou mulher?

1. Você precisa chegar a um lugar rapidamente e tem poucas inibições sobre dispersar os pedestres como pombos, buzinando e reclamando com qualquer um que ouse desafiar sua propriedade sobre a rua.

2. Você precisa chegar a algum lugar em um período razoável de tempo, sem assustar ninguém dentro ou fora do carro, e sem fazer as crianças vomitarem no banco de trás.

Se você respondeu homem para o número 1 e mulher para o número 2, comprou um estereótipo, o tipo de generalização que faz pessoas de mente aberta se enroscar. E, no entanto, estatisticamente falando, você pode ter ido direto ao ponto.

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Entre as várias conclusões de um estudo sobre o trânsito de Nova York divulgado nesta segunda-feira, 80% dos acidentes nos últimos cinco anos nos quais pedestres ficaram gravemente feridos ou morreram envolviam homens ao volante. “O desequilíbrio é grande demais para ser explicado pela predominância de motoristas homens em ônibus, táxis e caminhões de entrega”, diz Seth Solomonow, porta-voz do Departamento de Transportes da cidade.

A estatística coloca para escanteio, para o bem, a questão de Marte versus Vênus sobre quem é melhor no volante e confirma o que as companhias de seguro e 52% da cidade já sabem há muito tempo, segundo uma pesquisa da American Community Survey. “Tem a ver com nossos instintos maternais”, afirma Amy Forgione, 35 anos, motorista há 19. Os homens, para ela, se sentem acima das regras. “Eles acham que têm o controle, que são donos da rua.” Quando está ao lado do marido no carro, disse Amy, ela afivela o cinto de segurança e prende a respiração.

Agressividade – Cientistas sociais e especialistas em segurança de trânsito dizem que a propensão do homem à agressividade e ao risco, alimentada pela testosterona, é a culpada. Os homens, dizem os especialistas, são mais propensos a usar drogas ou beber quando estão ao volante, a evitar o cinto de segurança e a correr mais.

Colisões envolvendo motoristas do sexo masculino tendem a ser mais severas do que as que envolvem mulheres, mostram as pesquisas. (Alguns estudos revelam que a diferença em assumir riscos no trânsito entre homens e mulheres está diminuindo, mas ainda é significativa.)

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No entanto, enquanto parece que Nova York encontrou uma forma de destruir o velho estereótipo, os homens ainda podem saber mais sobre carros e como lidar com eles, sugere Anne McCartt, vice-presidente de pesquisa do Insurance Institute for Highway Safety.

A elevada porcentagem de colisões entre os homens pode estar distorcida porque eles respondem por 61% dos quilômetros percorridos no país, embora a diferença esteja diminuindo, revelam estatísticas das rodovias federais. “Mais tempo dirigindo aumenta tanto a competência do condutor quanto o risco de se envolver em um acidente”, diz Anne.

“Parte do que é confuso quando se fala de diferenças entre homens e mulheres é a habilidade de dirigir e assumir riscos”, afirma McCartt. A questão principal, diz ela, é que “os comportamentos de direção perigosa são um pedaço maior do bolo em comparação com a habilidade”, no que diz respeito a acidentes graves. “É incontestável que os homens assumem mais riscos quando estão ao volante.”

Pedestres em perigo – Os machos da espécie não são apenas mais perigosos como motoristas, também são mais propensos a se machucar nas calçadas, descobriu o estudo nova-iorquino. Mais homens que mulheres foram mortos ou feridos como pedestres, em todas as faixas etárias, exceto entre os maiores de 64 anos (talvez porque as mulheres vivam mais). Meninos entre 5 e 17 anos ficaram em primeiro lugar absoluto entre pedestres mortos ou gravemente feridos, com 785 ocorrências, o dobro do número de meninas da mesma idade, embora os idosos sejam mais vulneráveis em termos de porcentagem da população.

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As estatísticas de Nova York ecoam números nacionais nos quais os acidentes fatais em relação ao número de quilômetros rodados é 50% maior para motoristas do sexo masculino. “Esses padrões estabelecem uma espécie de princípios”, diz Tom Vanderbilt, autor do livro Por que dirigimos assim? (E o que isso diz sobre nós). “Você vê muito mais garotos morrendo no trânsito”. Em parte, isso ocorre por que rapazes tem mais liberdade de vagar por aí e culturalmente costumam assumir mais riscos. “Esse padrão é definido cedo, mas segue por todos os estágios da vida, incluindo a condução de carros”, explica Vanderbilt.

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