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Estudo: Mais da metade das reações à vacina não vem do imunizante

Pesquisa realizada nos Estados Unidos aponta para espécie de efeito placebo após a tomada da vacina contra a Covid-19

Por Sabrina Brito 18 jan 2022, 13h29

De acordo com uma nova pesquisa norte-americana, mais de dois terços dos efeitos colaterais comuns experimentados após tomar a vacina contra a Covid-19 se devem a um tipo de efeito placebo, e não ao imunizante em si. A conclusão foi elaborada após a análise de doze testes clínicos envolvendo a vacina.

Os cientistas descobriram que 76% das reações adversas registradas após a primeira dose e 52% daquelas identificadas após a segunda dose são fruto desse efeito psicológico, e não de processos fisiológicos. Segundo o estudo, uma parcela significativa de sintomas como dor de cabeça, cansaço e dor no braço são resultado de fatores como ansiedade e expectativa, e não da ação dos químicos presentes no imunizante.

A pesquisa, publicada no periódico científico JAMA Network Open, revela ainda que mais de 35% das pessoas no grupo de placebo afirmaram sentir efeitos colaterais como fatiga após receberem a vacina “falsa”, enquanto 16% relatou dores locais ou inchaço na região da picada. Contudo, aqueles que receberam a primeira dose do imunizante contra a Covid-19 tiveram chances maiores de apresentar reações adversas. Cerca de 46% disse ter tido sintomas sistêmicos, e 66% sentiu dor no braço ou outros sintomas locais.

Em relação à segunda dose, foi descoberto que os índices de queixas de dor de cabeça ou outros sintomas sistêmicos eram quase duas vezes menores no grupo de placebo, com apenas 31%.

Os pesquisadores calculam que aproximadamente dois terços de efeitos colaterais comumente ligados à vacina da Covid-19 podem, portanto, ser atribuídos a esse efeito placebo. Assim, quanto mais pessoas souberem desse fato, menores devem ser suas chances de sentir ansiedade acerca da vacinação e, logo, de reportarem sintomas após serem imunizados.

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