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Estudo descobre falha genética que pode causar alergias

Segundo cientistas americanos, a origem das reações alérgicas pode ser uma mutação que altera o funcionamento dos sistema imunológico

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h18 - Publicado em 25 jul 2013, 12h05

Alergias são conhecidas como o resultado de uma complexa interação entre a genética e o meio ambiente, mas até agora nenhum gene específico havia sido responsabilizado por esta condição. Porém, um novo estudo americano apontou, pela primeira vez, para um falha genética que pode ser a origem de diversas alergias. Apesar de ainda estar em estágio inicial, a pesquisa pode, no futuro, abrir caminho para a descoberta de um tratamento mais eficiente para doenças alérgicas.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: TGFβ Receptor Mutations Impose a Strong Predisposition for Human Allergic Disease

Onde foi divulgada: periódico Science Translational Medicine

Quem fez: Pamela A. Frischmeyer-Guerrerio, Anthony L. Guerrerio, Gretchen Oswald, Kristin Chichester, Loretha Myers, Marc K. Halushka, Maria Oliva-Hemker, Robert A. Wood e Harry C. Dietz

Instituição: Universidade Johns Hopkins, EUA

Dados de amostragem: 58 crianças e adolescentes com LDS, de 7 a 20 anos, a maioria delas com histórico de doença alérgica

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Resultado: Os pesquisadores descobriram que uma mutação genética que altera o funcionamento da proteína TGF-beta pode ser responsável pela origem das reações alérgicas.

Publicado nesta quarta-feira no periódico Science Translational Medicine, o estudo mostra que uma mutação genética responsável por fazer com que sinais anormais sejam emitidos por uma proteína chamada Fator de Crescimento Transformante Beta (TGF-beta) pode alterar a forma como o sistema imunológico responde a determinados alimentos e fatores ambientais, que provocam alergia. O mau funcionamento da TGF-beta também está relacionado à Síndrome de Loeys-Dietz (LDS) e à Síndrome de Marfan, doenças genéticas que se caracterizam pelo afrouxamento dos vasos sanguíneos.

“Nós temos evidências de que o mesmo defeito na TGF-beta, que é responsável pelas síndromes de Loeys-Dietz e Marfan, também está por trás de uma cascata de eventos que culmina no desenvolvimento de doenças como asma, alergia a alimentos e eczemas (inflamações da pele )”, afirma Pamela Frischmeyer-Guerrerio, principal autora do estudo e imunologista do Departamento de Pediatria da Universidade Johns Hopkins. O interesse dos cientistas pela TGF-beta começou anos atrás, quando se descobriu que pacientes com LDS tinham mais alergias do que a média da população.

Pesquisa – Participaram do estudo 58 crianças e adolescentes com LDS, de 7 a 20 anos, sendo que a maioria delas apresentava um histórico de doença alérgica. Como a TGF-beta é responsável também pela maturação das células do sistema imunológico, os pacientes com LDS apresentam um número maior dessas células no organismo. Porém, em vez de reduzir a inflamação, os pesquisadores descobriram que essas células estavam emitindo moléculas sinalizadoras que provocavam as reações alérgicas. A mesma situação foi observada em pacientes alérgicos que não tinham LDS, o que indica que a proteína TGF-beta pode ser responsável pelas alergias mesmo em pessoas que não apresentam doenças genéticas.

O estudo mostrou, ainda, que pacientes tratados com um medicamento para pressão arterial, conhecido como losartan, apresentaram uma redução nessa proteína, o que sugere que o fármaco pode ser um caminho para o tratamento de alergias. Segundo os pesquisadores, o próximo passo é estudar se o losartan é capaz de reverter sintomas alérgicos em animais.

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