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Estudo calcula que 2,5 bilhões de Tiranossauros vagaram pela Terra

Os dinossauros carnívoros e assustadores teriam vivido mais de 127 mil gerações, entre 1,2 milhão e 3,6 milhões de anos atrás

Por Da Redação 16 abr 2021, 10h57

A má fama do Tiranossauro transformou-o em um pária nos mundos da paleontologia e do cinema, nos quais quase sempre aparece representado como um dinossauro solitário e raivoso, talvez ressentido por ter braços extremamente curtos e quase sem função. Pois um estudo recente publicado pela revista “Science” estimou que 2,5 bilhões deles vagaram pelo planeta e viveram mais de 127 mil gerações, entre 1,2 milhão e 3,6 milhões de anos atrás.

Uma equipe da Universidade da Califórnia em Berkeley liderada por Charles Marshall, diretor do Museu de Paleontologia da instituição, chegou a esses números com base no tamanho do corpo, na maturidade sexual e nas necessidades energéticas dessas criaturas assustadoras e fascinantes. São números inéditos, mas com margens de erros gigantescas – do tamanho de um desses animais.

Fóssil de Tiranossauro
Funcionários do “Dinosaur Museum Altmühltal” trabalham entre fragmentos de ossos originais e reproduzidos de um Tyrannosaurus rex – Peter Kneffel/Getty Images

No estudo, Marshall e sua equipe disseram que a estimativa ajuda os cientistas a calcular a taxa de preservação dos fósseis de Tiranossauro. Cerca de 50 fósseis do bicho foram encontrados desde 1905 – 32 deles com material suficiente para descobrir que são adultos. Se houvesse 2,5 milhões desses dinossauros em vez de 2,5 bilhões, provavelmente nunca saberíamos que teriam existido.

Os cientistas calcularam a população de Tiranossauros usando uma regra geral da biologia segundo a qual quanto maior o animal, menos densa sua população. Em seguida, adicionaram estimativas de quanta energia o carnívoro precisava para se manter vivo. Quanto mais energia necessária, menos densa é a população. Eles também contabilizaram que o animal atingiu a maturidade sexual por volta dos 14 a 17 anos e viveu no máximo 28 anos.

Segundo o estudo, estima-se que havia 0,0091 dinossauro por quilômetro quadrado – o que daria apenas dois T. rex para a área de Washington, 3 mil na Califórnia ou 2.250 espalhados pelo estado de São Paulo.

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