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Equador registra taxa de desmatamento mais alta da América Latina

Índice do país é quase cinco vezes maior que a média da América Latina

O Equador possui a taxa de desmatamento mais alta da América Latina, com uma perda anual entre 60.000 e 200.000 hectares de florestas nativas. Os resultados são frutos do corte ilegal, da expansão de cultivos e da pressão de empresas petrolíferas e mineradoras, afirmam os especialistas.

Com base em dados obtidos via satélite pelo Centro de Levantamentos Integrados de Recursos Naturais por Sensores Remotos (Clirsen) em 2000, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, na sigla em inglês), elaborou um relatório neste ano que estima a perda anual de florestas em quase 200 mil hectares. Segundo a FAO, o Equador sofre uma redução de 1,8% de suas florestas primárias ao ano, a taxa mais alta da América Latina, que registrou uma redução média de 0,4% anual, enquanto o índice mundial foi de 0,1%. No Brasil, no mesmo período, o índice foi de 0,54%.

O governo equatoriano, contudo, discorda dos dados da FAO. De acordo com oficiais do Equador, o país perdeu cerca de 62.000 hectares por ano. “Temos uma falta de informações que certamente vai fazer com que esta taxa suba, talvez para 70.000, mas não é como se pensava há 10 anos”, justificou o gerente do programa “Sócio Bosque”, do Ministério do Meio Ambiente equatoriano, Max Lascano. Para o representante, a principal ameaça é a mudança do uso do solo, seguida pela pecuária e as atividades extrativistas.

(Com agência EFE)