Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Pela primeira vez, cientistas descobrem cemitério filisteu

O cemitério do povo mencionado na Bíblia foi encontrado ao Sul de Israel. Arqueólogos esperam que a descoberta ajude a desvendar a origem dos filisteus

Cientistas afirmam ter encontrado um cemitério pertencente aos filisteus, ao Sul de Israel. Essa é a primeira vez que um cemitério pertencente ao antigo povo descrito na Bíblia é encontrado por arqueólogos e deve oferecer pistas preciosas para a compreensão da origem dos filisteus – até hoje um mistério. O anúncio foi feito no último domingo e marcou o fim de trinta anos de escavações na região do Parque Nacional de Ashkelon, feitas pela expedição Leon Levy. Foram encontrados 145 conjuntos de restos mortais, no cemitério datado entre os séculos 10 a. C. e 12 a. C.

Leia também:
“A divisão do Mar Vermelho pode ser explicada pela ciência”
A verdade sobre as 10 pragas do Egito

“Essa descoberta vai nos ensinar muito sobre os filisteus – aprendemos sobre suas casas, o que comiam e com quem faziam negócios, mas agora estamos vendo como eram as pessoas”, afirmou o arqueólogo Daniel Master, pesquisador da Faculdade Wheaton, nos Estados Unidos,  e um dos líderes da expedição, à CNN.

Expedição – Acredita-se que Ashkelon seja uma região que tenha sido dominada pelos filisteus desde 1150 a.C. Na Bíblia, o povo é considerado inimigo dos israelitas e acredita-se que eles tenham migrado para Israel por volta do século 12 a. C., vindos do Oeste da Europa. Golias, gigante que, segundo a Bíblia, foi vencido por Davi antes que ele se tornasse rei, teria sido o mais famoso deles.

Ashkelon começou a ser escavada em 1985 por uma equipe composta de pesquisadores da Universidade Harvard, Boston College, Wheaton e Universidade Troy, nos Estados Unidos. Em 2013, foram encontrados os primeiros indícios do cemitério. Seu conteúdo, entretanto, foi mantido em segredo até o fim das escavações, para que os trabalhos pudessem continuar sem interrupção.

Os cientistas anunciaram ter descoberto, durante todo esse tempo, corpos enterrados próximos a utensílios, como pequenos jarros onde eram guardados perfumes, vinho ou azeite de oliva. Acredita-se que o conteúdo dos jarros possa ter sido alguma espécie de oferenda ou de método de preparo dos corpos – o perfume pode ter conteúdo simbólico ou apenas prevenir o odor da decomposição, indicam os pesquisadores. Alguns corpos foram sepultados com joias e outros, com armas. Em áreas separadas, os cientistas também encontraram jarros com os ossos de crianças e recipientes com vestígios de corpos cremados – uma técnica rara e bastante cara para a época.

A próxima etapa da pesquisa é fazer exames de DNA e a datação dos ossos encontrados por radiocarbono, para descobrir ao certo de onde vieram. Os pesquisadores acreditam que, além de oferecer pistas sobre a origem dos filisteus, a pesquisa possa revelar mais sobre o modo de vida e composição social do povo. “O cotidiano aqui era cosmopolita, mais elegante e conectado com outras partes do Leste do Mediterrâneo do que o estilo mais modesto dos israelitas”, afirmou o arqueólogo Lawrence Stager, lider da expedição, ao site do jornal britânico The Guardian.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Tadeuws Silva

    A Bíblia relata esses fatos a muito tempo, mas a incredulidade do povo é grande. A fé vem pelo ouvir, ouvir a palavra de Deus.

    Curtir

  2. Ivo Wenclaski

    Algarismos arábicos ou romanos, qual é o certo para grafar o número de séculos? Nesta reportagem Veja grafa os séculos a.C. com arábicos.

    Curtir

  3. Wellinox Julio

    A Bíblia é uma referência tardia sobre os supostos gigantes, porque crenças mais antigas já falavam desses, inclusive como sendo seres de outro mundo.
    Bíblia é uma cópia mal revisada de mitos e alegorias mais antigas.
    Os sumérios já citavam gigantes a cerca de 7.000 anos atrás, tratados por Nefilim, que milênios depois foi integrado -plagiado- para o velho testamento.

    Curtir

  4. Claudionir Furtado

    Wellinox Julio – O seu comentário já demonstra o seu preconceito. Plágio??? Quer dizer que narrar algo que outros narraram é plágio ou seria a confirmação de algo que realmente aconteceu? Se tivéssemos somente uma narração seria de duvidar pois ninguém mais comentaria… como é confirmado por outras culturas ou civilizações, então é plágio… Demonstra que você está longe de pensar e concluir com sabedoria. O mesmo acontece com o a narração do dilúvio… mais de 200 civilizações ao redor do planeta narram uma catástrofe global… Seria plágio também? Ou confirmação de algo que realmente aconteceu??? Temos que ter muita paciência com pessoas que se acham os “entendidos” em se tratando de pesquisa.

    Curtir

  5. Eduardo Cassemiro de Lima

    Referência tardia, cópia mal revisada, de qual livro ele está falando ?

    Curtir

  6. Jose M Souza

    Sansão segundo a Biblia era um menino narizeu ou seja nariz grande, foi envolvido por Dalila qual descobriu que sua força estava nos cabelos, cortaram-no e o deixaram cego e preso no palacio, mas o cabelo voltou a crescer e com o tempo criou forças novamente, e disse morra eu e os filisteus, e o palacio veio abaixo matando todos que ali estavam !!passagem biblica!!

    Curtir

  7. Manoel da Nóbrega

    Está explicito no texto! 🙂 A história do dilúvio, por exemplo, já havia sido escrita milhares de anos antes de ser “inspirada” pela Bíblia!

    Curtir

  8. Abraao ramos da silva Ramos

    A fé não é propriedade de todos, disse Jesus!!!

    Curtir

  9. carlos eduardo furim

    José, não é “narizeu”, é “nazireu”. Está no livro de Números.

    Curtir

  10. carlos eduardo furim

    Palestina vem de Filistia, que origina o termo filisteu. Eu, pessoalmente, não fico surpreso com essa descoberta. Para mim, fica a pergunta: palestino é árabe ou filisteu?

    Curtir