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Einstein tinha razão sobre teoria da relatividade, admitem cientistas

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h34 - Publicado em 8 jun 2012, 17h03

Uma equipe de cientistas que anunciou no ano passado que os neutrinos eram mais rápido do que a luz, admitiu nesta sexta-feira que Einstein tinha razão e que sua teoria da relatividade também se aplica a estas partículas subatômicas elementares.

Os pesquisadores, que trabalham no CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares) de Genebra, causaram comoção na comunidade científica ao publicar, em setembro de 2011, o resultado da experiência Opera (Oscillation Project with Emulsion t-Racking Apparatus).

Nela, se revelava uma velocidade dos neutrinos superior à da luz, considerada o “limite intransponível” na teoria da relatividade geral de Albert Einstein, de 1905.

Grande parte da física moderna é baseada na teoria de Einstein, que se baseia em que nada pode superar a velocidade dos feixes luminosos.

Os especialistas anunciaram, então, ter detectado neutrinos que percorreram os 730 km que separam as instalações do CERN, em Genebra, do laboratório subterrâneo de Gran Sasso (Itália), 6 km/seg mais rápido do que a luz e chegaram 60 nanossegundos antes dela.

Mas na sexta-feira, durante uma conferência internacional sobre física dos neutrinos e astrofísica, organizada em Kyoto, antiga capital imperial japonesa, a equipe do Opera admitiu que os resultados estavam equivocados.

“Os primeiros dados, medidos até 2011, com o feixe de neutrinos entre o CERN e Gran Sasso, foram revistos levando em conta os efeitos dos instrumentos testados”, explicou a equipe.

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Procedeu-se a “novas medições” que estabeleceram que há “uma velocidade de neutrinos coerente com relação à velocidade da luz”.

Em fevereiro passado, alguns físicos que tinham estudado o experimento Opera aventaram a hipótese de que seus resultados estivessem equivocados devido a uma má conexão entre um GPS e um computador que era usado para a medição.

Na ocasião, o CERN emitiu um comunicado, dando a entender que os neutrinos não superaram a velocidade da luz (300.000 km/seg). “Começamos a presumir que os resultados da Opera se deviam a um erro de medição”, avaliou o diretor de pesquisas do Centro Europeu, Sergio Bertolucci.

As verificações efetuadas pela equipe da Opera confirmaram este defeito na conexão, que reduzia o tempo do percurso dos neutrinos em 74 nanossegundos com relação à realidade.

Além disso, o relógio de alta precisão usado por Opera também estava sutilmente desajustado e acrescentou 15 nanossegundos ao tempo de trajeto, explicaram os membros da Opera em Kyoto.

Uma vez corrigidos estes dois erros, os neutrinos medidos entre o CERN e Gran Sasso exibiam efetivamente uma velocidade “coerente” com a teoria de Einstein.

Em março, o físico italiano coordenador da experiência Opera, Antonio Ereditato, se demitiu. O jornal italiano Corriere della Sera, em seu site na internet, o apelidou de “físico do fracasso”.

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