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Documentarista alega ter encontrado pregos usados na crucificação de Jesus Cristo

Peças de ferro estavam em túmulo descoberto em Jerusalém em 1990. Para especialistas, interpretação não tem base científica

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 17h08 - Publicado em 15 abr 2011, 12h56

O diretor de cinema canadense Simcha Jacobovici afirma ter encontrado os pregos utilizados na crucificação de Jesus Cristo. No recém-lançado documentário The Nails of the Cross (Os Pregos da Cruz, em tradução livre), ele alega ter provas históricas de que os pregos estavam na tumba que seria do sacerdote judeu que presidiu o julgamento de Jesus. Para especialistas, porém, o documentário não passa de uma peça publicitária.

O filme de Jacobovici começa revisitando um túmulo encontrado em Jerusalém em 1990, apontado por muitos na ocasião como sendo o local de sepultamento de Caifás. De acordo com o Novo Testamento, Caifás foi o religioso que presidiu o julgamento de Jesus. Desde então, o local foi selado novamente.

Foram encontrados dois pregos de ferro no túmulo que, segundo o documentário, desapareceram misteriosamente depois de encontrados. Jacobovici afirma ter rastreado as peças até um laboratório de um antropólogo em Tel Aviv, em Israel. O diretor acredita que o desaparecimento repentino dos pregos, torcidos e dobrados na ponta, pode ter sido um artifício para proteger a natureza das peças. “Se considerarmos a história toda, o contexto arqueológico e as provas, tudo parece dizer que os pregos foram utilizados em uma crucificação”, acredita. “Uma vez que Caifás está intimamente associado à crucificação de Jesus, não é difícil concluir que esses foram os pregos usados.”

O órgão do governo israelense responsável pela escavação em Jerusalém em 1990 disse que nunca foi provado definitivamente que o túmulo encontrado há 21 anos é o local de sepultamento de Caifás. Além disso, explicam, é comum encontrar pregos em túmulos dessa época. “Não há dúvidas de que o talentoso diretor criou um filme interessante com um artefato verdadeiro no centro. Contudo, a interpretação apresentada não possui base arqueológica”, informou.

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