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Disputa entre Rússia e Cazaquistão paralisa base espacial

Cazaquistão cobra compensação financeira por lançamentos em Baikonur

Um desentendimento sobre as compensações financeiras que a Rússia deve pagar ao Cazaquistão pelo uso da base espacial de Baikonur resultou na suspensão do lançamento de três foguetes. O impasse compromete a entrada em órbita de sondas da Rússia, Canadá, Alemanha e Bielorússia, entre eles o satélite europeu de meteorologia Metop-B.

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COSMÓDROMO DE BAIKONUR

O Cosmódromo de Baikonur é a primeira e maior base espacial do mundo. Está localizado nas estepes do Cazaquistão e foi arrendado ao governo russo até 2050. Todas as missões tripuladas da Rússia partem de Baikonur. Da plataforma saiu o primeiro voo tripulado ao espaço, realizado pelo soviético Yuri Gagarin em abril de 1961.

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De acordo com uma fonte do programa espacial russo, o Cazaquistão exige um acordo para fixar as compensações financeiras que a Rússia pagará pela queda de resíduos de foguetes em território cazaque. Se ele, a Roscosmos, a agência espacial russa, viu-se obrigada a adiar indefinidamente três lançamentos.

A Rússia paga 115 milhões de dólares por ano ao Cazaquistão pelo cosmódromo de Baikonur em virtude de um acordo vigente até 2050. A partir da base são lançados muitos dos foguetes russos e os voos tripulados em direção à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês).

O Cazaquistão já suspendeu em outras ocasiões o lançamento de alguns tipos de aeronaves russas depois da explosão de foguetes em pleno voo. Foi o que aconteceu em 2011, quando cinco lançamentos fracassaram. O último fracasso ocorreu no dia 23 de dezembro, quando um satélite de comunicações militares e civis caiu na Sibéria por um problema no foguete Soyuz.

(Com Agência France-Presse)