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Descoberto crânio de possível ancestral humano de 2 milhões de anos

Achado é inovador dentre os fósseis dessa espécie, com dentes grandes e cérebros pequenos

Por Sabrina Brito Atualizado em 10 nov 2020, 16h23 - Publicado em 10 nov 2020, 15h52

Um fóssil encontrado por arqueólogos australianos na África do Sul pode elucidar mais um pedaço da história humana. O crânio teria cerca de 2 milhões de anos e teria pertencido a um macho da espécie Paranthropus robustus.

Trata-se de uma espécie “prima” do Homo erectus, considerados atualmente ancestrais diretos do homem moderno. Embora ambas as espécies tenham habitado a Terra na mesma época, a Paranthropus robustus foi extinta antes.

Até agora, a maioria dos fósseis desses hominídeos que foi encontrada era de apenas um dente. Encontrar um crânio, portanto, representa uma grande novidade para a comunidade científica.

A caveira foi encontrada despedaçada no ano de 2018. Foram necessárias mais de 300 horas para remontá-la.

De forma exatamente oposta ao Homo erectus, a espécie encontrada na África do Sul tinha grandes dentes e cérebros pequeninos. Além disso, há ainda uma diferença na dieta desses grupos: enquanto os primeiros consumiam folhas e pequenos animais, os Paranthropus robustus se alimentavam de cascas de árvore e tubérculos.

O estudo que relata a descoberta e suas implicações foi publicada nesta terça, 10, no periódico científico Nature, Ecology and Evolution.

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